Um usuário do aplicativo TikTok – uma nova rede social de compartilhamento de vídeos curtos e que é febre atualmente entre os mais jovens – está acusando o aplicativo de ser homofóbico.

Mark Pasetsky compartilhou um breve vídeo onde aparecia dando um beijo em seu namorado à meia-noite do ano novo comemorando a virada. Eram apenas alguns segundos de vídeo do casal ao som de ‘New York New York’de Frank Sinatra e um adesivo que dizia “Feliz Ano Novo”. Nada demais, né?

VÍDEO NOVO DO PÕE NA RODA:

Pois bem. Sem que ele esperasse, logo em seguida chegou um aviso de que sua postagem havia sido removida por “violar os padrões da plataforma”. Mark afirmou ter se sentido censurado e constrangido uma vez que o post não tinha nada de ofensivo ou apelativo.

“Imagine o quão devastador é uma rede social afirmando que não é legal você ser quem você é?”, disse ele.

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Indignado, Mark recorreu ao suporte técnico do TikTok, que felizmente colocou o vídeo online novamente em duas horas. Mesmo assim, Mark não acredita que a remoção do vídeo tenha sido um acidente – como foi alegado pelo suporte – pois esta não é a primeira vez que o TikTok é acusado de ser LGBTfóbico.

Em dezembro de 2019 o aplicativo chegou a assumir que censurava conteúdo LGBT na plataforma. A desculpa dada após a péssima repercussão do caso seria uma tentativa errada de se “prevenir bullying” automaticamente. A empresa na época disse que “embora a intenção fosse boa, a abordagem estava realmente errada”.

Pasetsky ainda questionou o aplicativo em suas redes sociais: “Se essa decisão foi baseada no erro humano, quem era o humano? Como o TikTok toma decisões de contratação para posições de moderação? A diversidade é representada nas suas equipes?”.

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E finalizou: “Não podemos permitir que uma plataforma de mídia social cometa micro-agressões discriminatórias contra qualquer comunidade. É fundamental que a empresa entenda sua responsabilidade de criar um ambiente seguro e acolhedor para todos”.

Vale lembrar que o TikTok é um aplicativo de uma empresa chinesa. Não seria de se espantar que censura e lgbtfobia, dois valores ainda intrínsecos na cultura chinesa – onde não se vê liberdade ou democracia da mesma forma que no ocidente – sejam de alguma forma um padrão da plataforma a ser seguido a princípio por sua equipe de suporte.

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Criador Põe na Roda, canal do youtube de humor e informação LGBT desde 2014, com mais de 150 milhões de visualizações e 1 milhão de inscritos. Autor do livro "Um Livro Pra Ser Entendido", que desmistifica questões do mundo gay e sobre ser LGBT para todos os públicos. Também foi roteirista de TV (Amor & Sexo, Adnight, CQC, Furo MTV) e colunista (Folha de S. Paulo).