A celebração da Parada do Orgulho LGBT+ em Yangon (Rangum em português), capital de Myanmar na Ásia, foi marcada com o desfile de barcos coloridos, apesar do país ainda criminalizar a população LGBT+.

Myanmar, anteriormente chamado Birmânia, é um país localizada no sudeste asiático e que não possui proteções legais para pessoas LGBT+. A relação sexual entre pessoas do mesmo sexo é ilegal e com pena de prisão perpétua – embora as autoridades raramente executem. O sexo oral também é proibido, inclusive entre heterossexuais.

Contudo, isso não foi impedimento para os ativistas LGBT+ de Yangon organizarem em janeiro três fins de semana de atividades de celebração do orgulho em toda a capital.

O “Yangon Pride” é o único desfile de barcos LGBT+ da Ásia, além de uma das poucas celebrações do Orgulho LGBT+ do mundo a ocorrer na água.

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No primeiro fim de semana, cerca de 800 participantes embarcaram em uma pequena frota de três barcos no Botahtaung Jetty para o cruzeiro realizado ao pôr do sol. Mas essa não é a única atração do festival. Foram realizadas uma Olimpíada de Drag, dança e fotografia, além de uma reunião de 10.000 pessoas no Thakhin Mya Park.

Já a programação do segundo fim de semana se concentrou em filmes, debates e teatro, antes da Yangon Pride 2020 encerrar.

Hla Myat Tun, co-diretor do &PROUD, que administra o festival, diz que todos os tipos de Yangonitas se juntam ao evento no Thakhin Mya Park. E as famílias compõem uma grande parte do público. Ele acrescentou: “Isso mostra que a aceitação da comunidade está realmente em ascensão. Em Yangon, mas também no resto de Myanmar”

Os organizadores do evento também realizaram uma nova campanha chamada “O amor não é um crime” para aproveitar esse momento de visibilidade e propagar a aceitação. Eles pediram que a população de Myanmar demonstrasse “solidariedade com a comunidade de lésbicas, gays, transgêneros, intersex e queer” do país. Sua demanda central é que a lei trate as pessoas LGBT+ igualmente.

Observação: a parada do Orgulho LGBT+ de Yangon foi celebrada em janeiro

Fotos: Divulgação/ Yangon Pride