Um novo projeto de lei na Alemanha proibirá a chamada terapia de conversão, popularmente conhecida como “cura gay”, para menores de 18 anos e ainda impor prisão a profissionais que utilizam práticas traumáticas em seus consultórios.

O Ministro da Saúde da Alemanha, Jens Spahn, apontou que a lei transmitirá uma mensagem positiva a jovens LGBTQ+ que poderão se sentir mais confortáveis com sua sexualidade.

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A lei também prevê que, mesmo maiores de idade, só serão autorizados a fazer o tal “tratamento” se provarem que que não foram coagidos ou ameaçados. Isso porque, se entende que existe um certo terrorismo religioso sobre a funcionalidade da tal “cura”.

Adolescentes a partir de 16 anos também estão autorizados a procurar o método caso um profissional prove que o paciente entende as implicações e riscos do tratamento.

Clínicas e profissionais que não atenderem as exigências da nova lei poderão ser multados, em um valor ainda não especificado, e ainda pegar um ano de prisão.

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Um estudo realizado na Alemanha mostrou que todos os anos são relatados mais de mil casos de pessoas que passaram pela “cura gay”. Os tratamentos são feitos, geralmente, por líderes religiosos e psicoterapeutas.

Os tratamentos envolvem terapia de eletrochoque e técnicas de condicionamento aversivo para tentar reprimir a sexualidade de uma pessoa, e é frequentemente usada em crianças e adolescentes.

A terapia de conversão também é usada em pessoas trans para tentar convertê-las em cisgênero. Pesquisas feitas esse ano revelaram que quase 200.000 pessoas trans nos EUA passaram por terapia de conversão.

Médicos profissionais consideram a prática mentalmente abusiva e classificam a “cura gay” como “antiético” e “ineficaz”. E pessoas que passaram por isso tendem a desenvolver ansiedade, depressão e um maior risco de suicídio.

(Matéria traduzida e adaptada do site PinkNews)