Apenas algumas semanas depois que a Alemanha proibiu nacionalmente a “terapia de conversão” sexual para menores, conhecida como “cura gay”, a Albânia seguiu o exemplo e emitiu também a proibição no território.

De acordo com o Gay Times, com a medida o país se torna o terceiro da Europa a adotar algum tipo de proibição da prática – os outros são a Alemanha e Malta. Apesar da nova regra, a ação não partiu do parlamento albanês, mas sim da organização federal de psicologia da nação.

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Altin Hazizaj, chefe da Embaixada Rosa do grupo LGBTQ, disse que a decisão era: “legalmente válida. Esta é a decisão final que não precisa passar pelo legislativo nem pelo executivo para entrar em vigor”.

No entanto, apesar desse movimento “significativamente importante” para “adolescentes LGBTI”, os direitos LGBTQ não são amplos na Albânia. Em seu comunicado, a Embaixada Rosa disse que: “Atitudes sociais em relação à comunidade LGBT estão entre as mais desfavoráveis ​​em nível europeu”.

Em 2010, o país aprovou uma série de medidas antidiscriminatórias em áreas como emprego e compras de bens e serviços, além permite que as pessoas LGBT+ se alistem nas forças armadas e doem sangue, mas ainda precisam avançar, já que o país não reconhece as relações entre pessoas do mesmo sexo, muito menos permite o casamento igualitário, também é ilegal que os casais LGBT+ adotem filhos e que pessoas trans e não-binárias alterem seu gênero legalmente.

Uma pesquisa de 2015 descobriu que apenas 6% dos pais albaneses dariam seu apoio total se o filho fosse LGBT+. No seu recente relatório de 2020, a ILGA Europe classificou a Albânia em 28 dos 49 países europeus, com uma pontuação de 31 em 100.

A organização destacou questões como pessoas trans sendo despejadas de seus apartamentos por serem trans, discursos de ódio crescendo na mídia.

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