As Paradas, as ações judiciais ou, a simples ida a uma delegacia para fazer um Boletim de Ocorrência contra homofobia são atitudes de militância e ainda necessárias tanto no Brasil como em qualquer lugar do mundo.

Abro o site Põe na Roda hoje e vejo que em Taguatinga, perto de Brasilia, duas travestis foram agredidas e, graças à Justiça, uma tabeliã americana foi punida por não cumprir sua obrigação de registrar uniões homoafetivas por conta de seu fanatismo religioso.

VÍDEO NOVO DO PÕE NA RODA:

Aqui e lá, nós gays somos diariamente desrespeitados. Alguns poucos, não querem ser rotulados e dizem não levantar bandeiras porque não é necessário. Sim, é mais necessário do que nunca.

Países onde se instalam governos autoritários tendem sempre a tirar os direitos das minorias, tanto em nome de Deus como em nome da tradicional família.

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Pessoas públicas como cantores, atores, digital influencers e, você mesmo que não tem um público enorme a te seguir nas redes sociais, devem sempre disseminar a ideia da igualdade, da possibilidade de convivência com a diversidade e sobretudo, o respeito entre as pessoas.

Ninguém está obrigado a ser ou ter amigos gays para ser politicamente correto. Basta respeitar a vontade, o desejo e a condição de cada um.

As crianças nunca são preconceituosas. O preconceito é ensinado a elas pelos pais e, por causa disso devemos diariamente passar a mensagem da necessidade de respeito. Basta isso.

Piadas temáticas não são mais bem vindas em rodas de amigos e, se você ouvir uma piada ofensiva, basta dizer ao contador engraçado: Você pode me explicar? Não entendi a razão do riso sobre isso. Num minuto todos da roda vão ver que não está correto zombar da decisão ou condição de cada pessoa, seja ela qual e como for.

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Não consigo esquecer de uma frase que li que, o casamento gay só interessa a quem foi pedido em casamento. Se você não foi pedido em casamento por um gay, não tem que ser contra ou a favor, isso não é da sua conta.

O que se vê hoje é muita gente fiscalizando a vida dos outros e, ditando regras de conduta diariamente em nome da família tradicional. Os espaços que já foram conquistados estão em perigo e, mais do que nunca a militância não precisa ser grandiosa como uma parada gay. Basta que você dissemine aos seus amigos e sua família o respeito necessário à boa convivência social.