Estou pretérita com as notícias aqui do site sobre homofobia: suicídio do filho de uma mãe “cristã” que o preferia morto do que em pecado; jovem de 14 anos, morto a tiros pelo pai em Nevada, EUA, que não o aceitava gay; e, finalmente um pai que cortou a garganta do filho na Suíça por conta de sua condição sexual.

Tudo isso em apenas 2 dias e aqui neste mesmo site!!!

Nem vou falar da mãe, da minha cidade natal, Cravinhos, que matou o filho e depois o padrasto incinerou o corpo.

Outra, é de um stylist, agredido em seu condomínio pelos filhos da síndica que diziam que não queriam um “viado” no prédio.

Toda essa introdução no artigo de hoje foi para dizer que a homofobia está mais próxima de nós do que imaginamos.

VÍDEO NOVO DO PÕE NA RODA:

Quando alguém se recusa a sair do armário e demora muito para se assumir para a família e amigos é por isso. Na Malhação atual há o caso de um garoto de classe média alta, cujo pai insiste que ele deve se tratar para se curar de ser gay. Tempos difíceis esses em que é preciso uma novela de TV para ensinar aos pais que quem precisa de tratamento são eles… A parte boa é que homossexualidade não tem cura mas, homofobia tem!

Nós, e só nós, sabemos o quanto dói a não aceitação; o fato de sermos motivo de preconceito; e até vítimas de crimes de homofobia em alguns casos.

Chego a comparar essa estatística com as de estupro onde se tem que a grande maioria dos estupros contra menores são cometidos por parentes próximos e, o feminicidio em que mais de cinquenta por cento dos casos o crime é cometido por alguém que conhece a vítima.

A homofobia tinha que ser declarada crime mas, não um crime comum, um crime contra a humanidade, contra a individualidade, contra a ternura que nos habita e morre a cada ataque. É estarrecedora a conclusão de que QUARENTA E QUATRO POR CENTO, dos crimes fatais de homofobia no mundo, ocorrem no Brasil. De outro lado, a contrapartida é que o Brasil é o país que mais acessa pornografia transexual no mundo.

Ou seja, somos um bando de tarados e assassinos.

Nos exemplos que citei, todos os atacados, o foram por familiares. Só o caso do condomínio é que foi o ato praticado por vizinhos.

Tenham em mente que, família acolhedora é uma minoria. Embora seja necessário que nos assumamos para vivermos a plenitude de nossos direitos e desejos, a contrapartida chega a ser tão dolorida que, acabamos entendendo que a homofobia da porta para dentro é pior do que a da porta para fora…