A comunidade LGBT esteve em celebração ao Dia da Visibilidade Trans durante o dia de hoje (29). Em diversos grupos no Facebook, posts celebravam o dia e marcavam a importância deste para a comunidade e em especial as pessoas trans. No Twitter, a #visibilidadetrans esteve entre os assuntos mais comentados no microblog em todo o país. Ao mesmo tempo em que nas redes o dia era marcado com mensagens de apoio e força; fora dela, diversos movimentos aconteceram ao redor do país como passeatas, debates e fóruns.

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O dia 29 de Janeiro é um dia de luta sim, mas também é um dia em que se reafirma a necessidade de investimentos em políticas que combatam a discriminação, que promovam os direitos dessas pessoas que estão sempre tão a margem da sociedade; sempre tão negligenciadas de direitos básicos e até mesmo a vida, se levarmos em conta que o Brasil é o país que mais mata transexuais e travestis (com uma estimativa de vida de 35 anos).

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Toda essa situação de risco aponta somente à um caminho: a marginalidade trans! Onde a própria comunidade acaba se esquecendo, ignorando ou abandonando questões e reivindicações que poderiam tornar esse caminho menos difícil. Em 2016, 343 pessoas morreram vítimas do preconceito e da intolerância. Ainda naquele mesmo ano, a população LGBT brasileira conquistou uma grande vitória: o direito ao nome social no serviço público federal. Trata-se de um decreto que autoriza lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais a usarem o nome pelo qual querem ser chamadas em órgãos públicos federais, como universidades e ministérios.

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Sentimos muito que tantas pessoas precisaram morrer para que algo tão simples fosse respeitado. Nós, que fazemos o Poe Na Roda, acreditamos e defendemos todas as formas de amor e de expressão. Repudiamos a violência contra qualquer forma de vida e desejamos que este texto possa contribuir de alguma forma com essa bandeira. Porque a causa vai muito além de cores e purpurinas: é uma luta por cidadania, direitos sociais e, principalmente, por respeito.