200 estudantes decidiram protestar contra o próprio colégio após descobrirem que a administração da escola aterrorizou e tentou impedir que uma aluna conversasse e interagisse com a namorada.

Na semana passada, o Buzzfeed News norte-americano publicou um artigo sobre Magali Rodriguez, uma jovem lésbica que estudou durante três anos na Bishop Amat Memorial High School, uma escola católica localizada em Upland, Califórnia.

No artigo, Rodriguez conta que durante a nona série começou um relacionamento com uma de suas colegas de escola. Ao deixarem o relacionamento público, as duas foram chamadas pelo reitor do colégio e advertidas de que não poderiam ficar juntas.

Segundo ela, o reitor informou que elas não poderiam sentar juntas ou mesmo interagir durante o intervalo. Também exigiu que ambas tivessem reuniões regulares com o psicólogo da escola.
Caso não concordassem ou mesmo desrespeitassem as condições impostas, o reitor ameaçava contar sobre o relacionamento para os pais das garotas.

Questionada se a regra valia para todos os alunos, Magali explicou que não. Já que, seus colegas heterossexuais interagiam e faziam demonstrações públicas de afeto o tempo todo e nunca foram reprendidos por isso.

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Assustadas, Magali e a namorada aceitaram e, mesmo não interagindo no colégio, foram perseguidas durante dois anos por professores que diziam que elas iriam para o inferno.

A repressão dentro do colégio fez com que Magali escrevesse uma carta para seus pais se assumindo e contando o que estava acontecendo. No artigo, os pais contam que a carta “parecia uma carta de suicídio” e decidiram transferi-la de colégio imediatamente.

Logo após o artigo ser publicado e ganhado destaque nas redes sociais, os alunos decidiram se posicionar e, na última sexta-feira (8), fizeram uma manifestação em frente ao colégio em apoio a ex-colega.

Eu nunca imaginei que o Amat fosse um ambiente como esse“, disse um aluno que optou não se identificar. “Quando comecei a ler sobre o artigo, fiquei em choque. Então decidi sair para defendê-la.

O aluno disse que o diretor fez um anúncio antes do almoço na sexta-feira, reconhecendo o artigo.

Sinto como se o diretor soubesse que fez algo errado“, disse o aluno. A escola ofereceu serviços de aconselhamento na biblioteca para os alunos que tinham perguntas sobre o artigo.

Depois do almoço, 200 alunos saíram do colégio. Outro aluno disse que os professores estavam lá e supervisionaram, mas não impediram os alunos de protestar.

Durante o protesto, os alunos cantaram e fizeram uma oração. Alguns dos alunos ligaram para Rodriguez no FaceTime.

Quando cheguei à escola no ano passado, eu não tinha amigos, mas uma vez que a conheci, ela começou a me ajudar a me enturmar“, disse um aluno sobre Magali. “Ela era uma das minhas melhores amigas, alguém que eu sabia que podia ligar a qualquer momento, então, quando ouvi tudo isso, mandei uma mensagem para ela e, uma vez que ela me disse que era verdade, tive que fazer alguma coisa.

No dia após o protesto, o presidente e o diretor do colégio emitiram uma declaração reconhecendo que “a escola foi retratada como intolerante a pessoas LGBTQ“, mas, em nenhum momento admitiram que a administração errou ao aterrorizar as duas garotas.