Em vídeo recente em seu canal Bee40otna, o jornalista e youtuber Marcio Rolim, que edita conteúdo de um app de gay para encontros, descreveu uma agressão que sofreu em 2019, quando levou um soco do boy que conheceu no aplicativo.

“Meu intuito com o vídeo é falar das consequências do que aconteceu e tentar traçar medidas de segurança para esse tipo de encontro”, explica no início do vídeo em que narra o relato e a motivação da violência.

O youtuber conta que conversou com o boy e trocou 5 ou 6 fotos antes de decidir ir ao encontro, mas, ao chegar na casa percebeu que claramente não era a pessoa da foto. Segundo ele, depois de alguma conversa o boy tentou beijá-lo, deitando sobre ele que estava sentado na cama. Foi nesse momento que Marcio avisa que “não ia rolar”, por não se sentir atraído e então veio o murro.

VEJA TAMBÉM:  Jovem é preso após ameaçar divulgar nudes de homens que conheceu no Grindr

O youtuber relata sobre o constrangimento de ter que ir ao hospital contar o ocorrido, porque estava ferido, com o rosto inchado e sentindo muita dor. “Na triagem o cara perguntou se era meu namorado. Eu disse que não e que não queria mais falar sobre o assunto”, lembra Márcio.

O ex namorado, advogado, o orientou não ir à polícia (erroneamente) porque o boy morava perto da sua casa e não tinha como saber se ele faria algo e, principalmente, por que a polícia não lida bem com pessoas LGBT+ denunciando crimes de violência (são sempre culpabilizados).

É neste momento do vídeo o youtuber lembra lembra que essa situação é comum e não cabe nenhum tipo de julgamento moral e deixa claro que não é do aplicativo e, muito menos, dele que foi a vítima.

“A culpa é de uma pessoa que não sabe lidar com a rejeição”. Ele ainda lembra que isso acontece com frequência com mulheres, nas festas, no meio da rua. “Quando o cara canta e ela diz não, ele vai lá e dá um soco na cara dela”.

VEJA TAMBÉM:  Ao se assumir gay, youtuber famoso dispara: "Não conheço ninguém 100% hétero"

Rolim reitera que não há muita moral na história que ele relata e convida o público a pensar medidas de segurança para encontros desse tipo, como conhecer mais a pessoa antes de marcar o encontro e até levar poucas coisas com você quando for ao encontro. Mas lembra que nada disso garante que você não poderá ser agredido.