A cidade de Tóquio, capital japonesa que receberá a Copa Mundial de Rugby, inaugurou um espaço para pessoas LGBT e outras minorias sexuais em uma iniciativa de inclusão que precede os próximos meses até a realização das Olimpíadas adiada pela pandemia de Covid-19.

A Pride House Tóquio que fica no distrito de Harajuku ficará aberta de forma permanente a partir de 11 de outubro, como disse em nota o portal de notícias UOL. O intuito é disseminar informações positivas sobre a comunidade LGBT e outras minorias sexuais e servir como um espaço seguro para os fãs do esporte durante as seis semanas de campeonato.

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Localizado em um espaço comunitário, este é o primeiro espaço dedicado à conscientização de minorias sexuais de uma copa mundial de Rugby e também o primeiro do Japão. A Pride House Tóquio tem uma biblioteca de livros infantis sobre minorias sexuais coletadas ao redor do mundo publicados em diversos idiomas.

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Pride-House-Tokyo

Os organizadores do espaço também realizaram um evento onde o juiz de rugby abertamente gay Nigel Owens, oficializou a primeiro jogo entre Japão e Russia (este segundo com fortes políticas anti-LGBT).

A A Pride House Tóquio Consortium, formada de indivíduos, corporações e grupos sem fins lucrativos, planejam abrir um espaço semelhante durante as Olimpíadas de Tóquio de 2021 e nas Paraolimpíadas. Depois, o consórcio planeja lançar um centro LGBT permanente como um legado dos eventos esportivos, focando em oferecer apoio e serviços de consulta particularmente para jovens LGBT do Japão.

Gon Matsunaka, presidente do consórcio, disse que esportes profissionais é uma das áreas mais difíceis para minorias sexuais expressarem a sua orientação sexual, ganhando a reputação de ser a “fronteira final”. Muitos esportistas LGBT não conseguem jogar pela falta de segurança, ele adiciona.

“Eu espero que a cooperação do rugby sirva como uma oportunidade de mudar o mundo dos esportes”, disse Matsunaka no evento de inauguração do espaço para a imprensa. Até o momento, Matsunaka não soube de nenhum jogador profissional de Rugby em atuação que se identificasse como gay.

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Shin Kawamura, que é o vice presidente da associação de jogadores de rugby e joga para o NEC Green Rockets, admitiu que o mundo dos esportes é um ambiente realmente hostil para atletas falarem publicamente sobre questões de gênero e sexualidade. Porém, Kawamura, que não é gay, disse, “É muito importante que, como jogadores de rugby, nós enviemos a mensagem sobre questões de gênero e sexualidade na sociedade japonesa e no mundo”.

Lembramos que a capital do Japão, Tóquio, abriu seu primeiro abrigo pra pessoas LGBTs sem teto em Novembro de 2018, muito recente. “Eu acredito que esse esporte pode levar a um momento no Japão de normalização da maneira de pensar e nos valores da diversidade”, disse Kawamura.