O jornalista militante gay Marcio Rolim, em seu canal Bee40tona no YouTube, dialoga sobre temas como etarismo, HIV, preconceito, militância e tudo que permeia a comunidade gay, especialmente aqueles com mais de 40 anos.

Neste vídeo, ele desenha uma possibilidade para aqueles que tem pavor de militância partidária, mas podem ser aliados à causa, mesmo sem estar na linha de frente da luta por direitos e conquistas, que, de fato, acaba sendo para todos, correto?

VÍDEO NOVO DO PÕE NA RODA:

ASSISTA:

Não, você não é obrigado a ser militante, na verdade você não é obrigado a nada. Mas tem alguns deveres, enquanto LGBT que te tornam aliado da causa e do orgulho os quais vão garantir parte da sua segurança e ocupação nos espaços que pessoas cisnormativas dominam há séculos.

É importante entender a diferença entre partido político e causa política: todo ser é um ser político, mas nem todo ser político precisa abraçar a causa de um partido político. Essa confusão é que torna o embarque na militância mais difícil e causa recusa em se tornar um militante, ou melhor dizendo, um ativista das causas LGBTQIA+.

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Se você for um aliado das causas, tendo plena noção de consciência de classe, de privilégio e de como outros LGBTs têm sua vida atrasada justamente porque a sua foi planejada para sair na frente das outras, já deu um grande passo, e não precisa se intitular “militante”, porque se aliar à causa, por vezes, é mais importante.

Então, se quiser descansa, descansa militante, mas jamais deixe de ser um aliado na luta, porque existe uma comunidade inteira que depende da sua força para continuar existindo, sem ter que ser obrigado a ressignificar todos os dias.