É difícil encontrar informações sobre sexo entre garotas. As dúvidas são muitas, a curiosidade é maior ainda e os riscos de se contrair uma IST (infecções sexualmente transmissíveis) são ainda maiores. Pensando nisso, a Superinteressante preparou um guia com cinco perguntas práticas para ajudar a entender o sexo entre mulheres – para ninguém mais passar perrengue na hora H e ter muito prazer, com segurança e sem estresse.

1 – Mas afinal, sexo entre mulheres é sexo?

Claro que é. São duas pessoas tendo prazer juntas, independente da orientação sexual de cada uma (lésbica, bissexual ou qualquer outro tipo de classificação com o qual se identifique). E esse prazer pode vir de várias formas, seja no oral, na penetração digital (com os dedos), no tribadismo (vagina com vagina, a famosa “tesourinha”), usando brinquedos sexuais… As possibilidades são muitas. Basta sentir vontade, ter consentimento e fazer.

2 – Quais são as ISTs que podem ser transmitidas durante o sexo entre duas mulheres?

O sexo entre duas mulheres não difere de nenhum outro nesse quesito: qualquer IST pode ser transmitida durante uma relação sexual se você não estiver se protegendo. Estamos falando de: herpes, sífilis, gonorreia, clamídia, HIV e HPV.

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3 – Por que agora as DSTs são chamadas de ISTs?

As ISTs (Infecções Sexualmente Transmissíveis) são infecções transmitidas principalmente pelo contato sexual sem o uso de um método preventivo. São causadas majoritariamente por bactérias, vírus ou fungos que podem se instalar na vagina, ânus ou boca. A transmissão ocorre no contato de mucosas com esses microorganismos (que podem estar no sangue, na pele, nas mucosa dos genitais, nas secreções vaginais etc). A mudança na nomenclatura foi feita porque o termo “doença” pressupõe sintomas e sinais visíveis no corpo, enquanto “infecções” é mais adequado já que várias dessas disfunções podem não apresentar sintomas.

4 – Como me proteger no sexo entre mulheres?

A verdade é que não há um método ideal, que funcione 100% e que seja prático de usar. Todas as opções não passam de um quebra-galho. Na hora de compartilhar acessório ou fazer a penetração digital dá pra usar a camisinha masculina (envolto no acessório/dedo) ou feminina (dentro da vagina), porque isso evita o contato com as secreções vaginais.

Reprodução: Superinteressante

Mas a grande dificuldade mesmo está no sexo oral – também é preciso usar uma barreira para se proteger. Uma opção é pegar uma camisinha (masculina ou feminina) e recortar, tirando aquele anel e fazendo um pequeno lençol. Dá para fazer o mesmo com uma luva descartável – você corta os dedos, abre e faz um lençol também. Outra alternativa pouco conhecida é o dental dam, que é um pequeno lençol de borracha tradicionalmente utilizado por dentistas, e que serve como uma barreira protetora. É difícil, porém, encontrá-lo.

5 – Existe alguma ligação entre período menstrual e transmissão de ISTs?

Sim. O fluido menstrual é um meio de cultura para o crescimento de bactérias – ou seja, está cheio delas. Os métodos de prevenção, porém, são os mesmos, independente de a menina estar menstruada ou não. Outra coisa para se ter em mente é sobre a escovação de dentes. Existe o mito de que limpar os dentes antes de fazer sexo oral pode evitar doenças – mas o efeito pode ser exatamente o oposto. “Escovar os dentes, pode machucar a gengiva e causar alguma ferida. Então o ideal para fazer sexo oral é esperar um tempo depois da escovação, e não fazer logo em seguida”, explica a ginecologista Márcia Borrelli.