Você já sentiu a sensação de que poderia fazer mais? De que sempre pode ser melhor ou de que está passando por uma constante avaliação?

Sabe aquela sensação agoniante de que você não está dando conta de tudo o que tem para fazer ? E de que sempre as coisas estão acumuladas e nunca acabarão?

Essa sensação é muito constante nos nossos dias. Nossa educação foi direcionada para sermos perfeitos e não para sermos quem somos na real. Somos cobrados desde pequenos para que nos encaixemos em modelos pré concebidos sobre certo e errado (coisa que apaga a nossa marca individual para sermos um molde de ser humano “padrão”).

Sabe tipo aqueles biscoitos de bonequinhos que são feitos na forma?

A massa do biscoito é disforme, maleável, adaptável. Quando colocada na forma, ela assa e endurece se tornando um biscoito e não mais a massa que era. Toda massa que sai da forma é raspada e dispensada por estar fora do formato, mas fica tão gostosa quanto a massa que ficou dentro da forma. A diferença é que pouco se prova dessa massa que fica fora das formas, não dando a devida atenção e perdendo assim a oportunidade de experimentar todo o seu sabor.

Passamos anos das nossas vidas querendo ser massa dentro da forma e quando nos damos conta de que temos “bordinhas” pra fora da forma, rola uma confusão na cabeça, um falatório de vozes que se torna quase impossível de realmente assumir que não somos biscoitos perfeitos na confeitaria da nossa existência. Entender que um tem coisas que o outro não tem é o que nos faz chegar mais perto da nossa essência, da nossa massa interior. Querer raspar todas as nossas imperfeições se cobrando dos resultados que nem sempre serão reconhecidos é uma sacanagem das grandes que fazemos com a gente mesmo.

Você pode não estar entregando os resultados que (talvez) deveria entregar ou porque a forma que querem te assar é muito grande pra sua massa ou porque você é muita massa pra essa forminha aí.

Você já se perguntou que forma quer ter? E se você quer ter forma? Se isso faz bem pra você? Se você está feliz?

Segundo Eckhart Tolle, quando mantemos esse fluxo de agir no modo inconsciente, é como se não tivéssemos opções sobre a própria vida e o início do sofrimento acontece, porque você não está aceitando aquilo que é. E é na hora de olhar para sua imperfeição que você olha para você como um ser integral e pode entender que você é dual, que esse lado também faz parte não só de você, mas de todo ser humano e que a impressão da imperfeição só se dá porque a maioria está preocupada em vender seu lado bonitinho e escondem o outro lado pereba dos infernos.

Quero me divorciar. Quero sair desse trampo. Quero vender minha arte na praia. Quero ser um homem que chora. Quero ser uma mulher mais sensível. Mesmo que isso não seja perfeito para os outros, suas vontades devem ser congruentes para você. Tudo isso tem a ver com o quando você aceita aquilo que é. Aceitar não é tocar o botão do F#[email protected]$& pra tudo, mas sim compreender que tem coisas que você faz melhor e outras nem tanto. Tem carreiras que você vai lidar melhor e outras não. Aceitar que você não é massa para todas as formas da nossa existência é se liberar de cargas que te impedem de ter sucesso e ser feliz da sua maneira. Comece esse autoresgate de si. Inicie a sua limpeza emocional e cognitiva aceitando o que você faz de melhor, o que faz de pior e acima de tudo permita-se a produzir os biscoitos que você quer assar e não só os biscoitos que os outros querem olhar na vitrine e que, muitas vezes, olham olham e não se dão ao trabalho de comprar.

Quem quer fazer tudo perfeito, arrumou um jeito insosso de não ser de carne e osso. Portanto abra mão dessa ideia maluca de ser perfeito e seja você! Único como é, porque você é bem mais legal assim.

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