De acordo com um novo relatório do Instituto Williams, um em cada quatro americanos LGBT+ não teve dinheiro suficiente para comprar comida durante o ano passado. Mulheres, pessoas de cor, jovens adultos e pessoas com baixa renda apresentam taxas particularmente altas de insegurança alimentar.

Os números do relatório são baseados em dados anteriores à ocorrência da pandemia de coronavírus. Desde então, o número de desempregados nos EUA subiu para 33 milhões, ou seja, 20,6% – o nível mais alto desde 1934.

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Bianca DM Wilson, é pesquisadora sênior de políticas públicas no Instituto Williams e principal autora do relatório. Segundo ela, “antes da pandemia, a fome era um problema persistente para um em cada quatro adultos LGBT. O COVID-19 e a consequente desaceleração econômica provavelmente terão um grande impacto nessa população.”

Mais de 3 milhões de adultos enfrentam a fome

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O estudo constatou que 27% dos americanos LGBT+ sofreram insegurança alimentar no ano passado, algo estimado em torno de 3.029.000 adultos. Esse número é mais do que o dobro dos 11% da população em geral de americanos que enfrentam fome.

Os números também revelam grandes disparidades na comunidade LGBT+. As mulheres são muito mais propensas a não ter o suficiente para comer, com 30,7% delas enfrentando a fome em comparação com 21,4% dos homens.

O estudo constatou que jovens enfrentam maiores problemas que os idosos. Segundo os dados, 30,2% das pessoas LGBT+ de 18 a 34 anos enfrenta a insegurança alimentar em comparação aos 26,8% na faixa etária de 35 a 49 anos e 20,9% de 50 a 64 anos. O relatório mostra que apenas 12,6% das pessoas com mais de 65 anos enfrentam o problema, embora essa porcentagem ainda seja maior do que na população em geral.

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O problema é ainda maior em alguns recortes de raça e etnia:

“Raça mista”: 38%

Pretos: 37%

Ilhas do Pacífico: 35%

Latinos: 32%

Nativos americanos: 29%

Brancos: 22%

Asiáticos ou asiático-americanos: 8%

Pessoas LGBT+ também precisam de ajuda extra durante a pandemia

O Serviço de Alimentação e Nutrição do Departamento de Agricultura dos EUA administra vários programas para ajudar os necessitados. O maior deles é o Programa de Assistência Nutricional Suplementar (SNAP), que visa aqueles que vivem na pobreza. No entanto, metade das pessoas LGBT+ elegíveis para o programa ainda vivenciaram a insegurança alimentar no ano passado.

O Instituto Williams afirma que seu relatório mostra uma perspectiva nacional de pessoas LGBT+ antes da pandemia do COVID-19. Mas adverte que as perdas de empregos, licenças e acesso restrito a alimentos nas lojas em 2020 devem ter feito o problema piorar, por isso exige políticas e serviços para conectar as pessoas LGBT+ com benefícios e ajuda.

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O instituto diz que futuramente as autoridades devem coletar dados sobre orientação sexual e identidade de gênero para rastrear melhor a insegurança alimentar dentro da comunidade LGBT+. O relatório atual usou dados da pesquisa Gallup Daily Tracking de 2017 para examinar a vulnerabilidades LGBT+.

Matéria traduzida do Gay Star News.