Como se sabe, o Ministério da Saúde do Governo Bolsonaro interrompeu o contrato com 18 laboratórios que fabricavam medicamentos que eram distribuídos gratuitamente pelo governo a pacientes com câncer de próstata, mal de Parkinson, câncer de mama, hepatite C, diabetes, dentre outras doenças crônicas.

Com o corte do Ministério da Saúde, que foi justificado sob a desculpa de “irregularidades contratuais”, mais de 30 milhões de brasileiros podem ficar sem remédios. Os laboratórios por sua vez, negam irregularidades e afirmam ainda que o Governo Federal economiza mais de R$ 20 bilhões por ano mantendo a produção das drogas com eles.

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Além de todas estas citadas acima, obviamente estão as drogas relativas ao tratamento de soropositivos no Brasil, que até então era um país referência no mundo justamente pelo tratamento humanizado e gratuito de HIV que desde a década de 90 atende esta população.

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Isso não apenas gera um benefício para quem vive com HIV, mas também impede o contágio do restante da população, uma vez que quem se trata, fica com carga viral indetectável e não transmite o vírus. 

Isso sem falar que o governo gasta menos tratando o HIV da população gratuitamente do que gastaria caso deixasse estas mesmas pessoas sem tratamento, gerando custos muito maiores de saúde para arcar com a quantidade de pessoas que adoeceriam e precisariam de internação e tratamentos mais fortes consequentemente.

Mas do que adianta dizer isso para um governante que tem a mente tão limitada e preconceituosa? Vide sua entrevista antiga ao CQC onde disse que o governo brasileiro não deveria gastar dinheiro no tratamento de quem tem HIV:

Através de nota, e segundo publicado pelo portal Pheeno, o Ministério da Saúde afirma que os pacientes não serão prejudicados com a falta destes medicamentos. Segundo a pasta, os remédios serão comprados de laboratórios particulares. Mas ainda não há informações sobre o prazo para iniciar essas compras e quais empresas privadas serão responsáveis pelo fornecimento das drogas ao SUS.

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Criador Põe na Roda, canal do youtube de humor e informação LGBT desde 2014, com mais de 150 milhões de visualizações e 1 milhão de inscritos. Autor do livro "Um Livro Pra Ser Entendido", que desmistifica questões do mundo gay e sobre ser LGBT para todos os públicos. Também foi roteirista de TV (Amor & Sexo, Adnight, CQC, Furo MTV) e colunista (Folha de S. Paulo).