“Ah doutor, me diz que é seguro fazer sexo oral…”

Quando falamos em sexo, sempre haverá algum risco de infecções sexualmente transmissíveis. Os métodos de barreira como a camisinha diminuem consideravelmente esse risco, mas sabemos que a imensa maioria das pessoas não a utiliza nas relações orais.

Quando iniciou a epidemia pela infecção do HIV muitos homens que praticam sexo com homens abandonaram a prática de sexo anal pelo medo e começaram a explorar outras práticas como a felação ou gouinage (nome francês para a prática de sexo sem penetração anal ou vaginal).

Ilustração: Marina Sansão Fortes

Realmente, quando comparamos o risco de contágio pelo HIV por meio do sexo anal chega a ser mais de 100x maior do que pelo sexo oral. Isso devido a mucosa do ânus possuir apenas uma camada de células, ser bastante vascularizado e possuir uma maior concentração de linfócitos CD4, que é a célula que o vírus infecta. Já a boca possui um epitélio estratificado (várias camadas) e a saliva deixa o ambiente inóspito para o vírus.

Porém o risco existe, principalmente se houver a ejaculação e se houver cortes ou úlceras na cavidade oral. É bom lembrar das hepatites virais, como a hepatite B e C que também tem pouca transmissibilidade por via oral.

VÍDEO NOVO DO PÕE NA RODA:

Já as outras IST tem grande risco de contágio pelo sexo oral:

  • A hepatite A, como já falamos no post sobre cunete;
  • Clamídia ou gonorreia, que podem causar infecções na garganta, corrimento na uretra ou no ânus;
  • Sífilis, herpes, cancro mole e donovanose que costumam se apresentar por meio de feridas;
  • Infecção pelo HPV que costuma cursar com verrugas.

Portanto, é fundamental procurar atendimento médico caso apresente esses sintomas e realizar o tratamento adequado seu e dos seus parceiros.

No mais, aproveitem o carnaval com responsabilidade!