Tony Spell, um pastor da Louisiana, ganhou as manchetes dos jornais por descumprir a ordem de isolamento social e incentivar os seguidores a participaram dos cultos. Agora, um membro da sua igreja morreu de coronavírus e seu advogado está internado com os sintomas.
 
Spell dirige a “Igreja do Tabernáculo da Vida” e afirma que a ordem de isolamento deve isentar as igrejas. Na Páscoa, realizou um grande evento, com 1100 participantes em sete edifícios diferentes.

Harold Orillion, 78 anos, era um dos membros da igreja de Spell e morreu na quarta-feira (15) de coronavírus. Embora seja o único integrante da instituição registrado com o vírus, outras cinco pessoas que moram nas proximidades da igreja também morreram de COVID-19.

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Apesar do médico responsável listar a síndrome do desconforto respiratório agudo, pneumonia e COVID-19 como causas da morte, Spell afirmou a WAFB que era mentira, mas não apresentou nenhum evidência da argumentação.

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Outro caso relacionado a “Igreja do Tabernáculo da Vida” foi o do advogado da instituição, Jeff Wittenbrink, que está internado. Por mais que tenha participado de um evento na igreja em 2 de abril e de um culto em 5 de abril, aponta que pode ter pego o vírus em qualquer lugar.

“Eu fui ao Albertson duas vezes por dia. Fui ao Sam’s. Eu fui ao Walmart. Eu fui ao Lowe’s. Eu usei as bombas de gasolina. Quero dizer, eu simplesmente não fui cuidadoso. Deus sabe onde eu consegui. O ruim é que eu posso ter me espalhado para alguém. Eu me sinto mal por isso”, afirma o advogado.

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Wittenbrink tem ajudado a manter a igreja aberta, e disse que a hospitalização não mudou sua crença de que Spell está certo. “Estou muito orgulhoso do pastor Spell. Acho que ele é uma das poucas pessoas que entende que não devemos simplesmente jogar fora nossas liberdades civis sem lutar, apenas porque há algum tipo de crise acontecendo”, alega.

Spell foi preso em março, mas desde que foi solto tem argumentado que a liberdade religiosa significava que sua igreja não podia ser impedida de prestar serviços.

Bobbye McInnis, um vizinho da igreja, chamou os cultos de “totalmente ridículos”. “Eles têm medo de que não haja dinheiro suficiente na placa de coleta. Você pega todos esses ônibus e vai para outra paróquia e trazendo pessoas, bem, eles podem estar trazendo pessoas que têm o vírus”, relata.

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O chefe da polícia central, Roger Corcoran, acusou Spell de colocar a vida das pessoas em risco em benefício de “sua própria autopromoção”. “Spell terá seu dia no tribunal, onde será responsabilizado por suas decisões imprudentes e irresponsáveis ​​que colocaram em risco a saúde de sua congregação e de nossa comunidade”, aponta.

O policial ainda observa que “esta não é uma questão sobre liberdade religiosa, e não é sobre política. Estamos enfrentando uma crise de saúde pública e esperamos que os líderes de nossa comunidade sejam um exemplo positivo e sigam a lei”.

Matéria traduzida do LGBTQ Nation.