Cientistas de todo o mundo lutam para obter uma vacina que combata o vírus que começou a se espalhar pela província de Wuhan, na China. Até esta segunda-feira (9), mais de 110.000 adquiriram o COVID-19 e quase 4.000 pessoas morreram.

De acordo com o El País, um passo a mais foi dado nessa corrida contra o coronavírus: um tratamento experimental, baseado em um dos medicamentos mais usados ​​contra a Aids – lopinavir/ritonavir -, foi a opção escolhida pelos médicos do hospital Virgen del Rocío, em Sevilha, para tratar com sucesso o primeiro caso de infecção registrado na Espanha.

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“É um uso experimental da droga que deu bons resultados com outros vírus. Uma das maiores vantagens é que eles já foram aprovados para uso, portanto, há pouca dúvida sobre sua segurança”, afirma Albert Bosch, presidente da Sociedade Espanhola de Virologia.

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Os dois medicamentos são vendidos sob a marca Kaletra pela AbbVie e têm como alvo enzimas específicas no corpo que o HIV e o coronavírus usam para se replicar.

De acordo com a revista médica Lancet, a combinação lopinavir-ritonavir teve um resultado positivo em dois vírus semelhantes, o surto de SARS, de 2003, e o surto de síndrome respiratória no Oriente Médio, em 2012.

“Os resultados que temos até agora para o uso desses medicamentos para tratar o coronavírus nos dão esperança”, disse Santiago Moreno, chefe de doenças infecciosas do Hospital Ramón y Cajal, em Madri.

Apesar do avanço, os chefes de saúde enfatizaram que o sucesso observado no caso não se traduz  em uma cura e que é necessário cautela na medida em que são realizados novos estudos por médicos.