De acordo com informações do “The Japan Times”, LGBT+ japoneses estão com medo que o coronavírus os tire do armário, já que no Japão, ao apresentar sintomas, os médicos perguntam com quem o paciente se relacionou e por onde ele esteve.

A medida é para rastrear qual caminho o vírus fez e poderá seguir, mas se torna invasiva para quem ainda vive dentro do armário, seja para família ou trabalho ou ambos.

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“Entendemos que a principal prioridade do governo é proteger a vida das pessoas, mas queremos que dê uma olhada nos LGBTs e outras pessoas que têm sérios problemas em relação à privacidade e tomem medidas para que não caiam na rede de segurança” afirma  Gon Matsunaka, que dirige uma organização sem fins lucrativos para apoiar as pessoas LGBT.

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Um homem de 34 anos, que vive com seu companheiro na província de Fukuoka, relatou que não é aberto sobre a orientação sexual  no trabalho. Ele afirma ter medo de que, caso pegue o vírus, tenha que informar com quais pessoas teve contato próximo.

Uma pesquisa da “Marriage for All Japan” mostrou que outro medo apresentado por LGBT+ japoneses está relacionado ao receio de que, caso o namorado ou namorada seja infectado, não possam receber informações destinadas aos familiares, já que apenas alguns distritos de Tóquio reconhecem a união entre pessoas do mesmo sexo.

Kohei Inagaki, 28 anos, e seu companheiro foram reconhecidos pela cidade de Saitama como equivalentes a um casal heterossexual. Mesmo com isso, ele afirma que “posso não ser notificado sobre a condição de saúde do meu parceiro e não estar apto a me envolver na tomada de decisões sobre o tratamento”.

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Kohei Inagaki (à direita) e seu parceiro mostram seu certificado de parceria emitido pela cidade de Saitama | KYODO