A revista “Annals of Internal Medicine” publicou um estudo em espanhol que analisa se o uso de medicamentos antirretrovirais, usados geralmente para o HIV, pode proteger uma pessoa da Covid-19. 

De acordo com a coluna de Rico Vasconcelos na Viva Bem, a pesquisa estudou dados de 77.590 pessoas que viviam com HIV em uso contínuo de tratamento antirretroviral, atendidos em 60 hospitais espanhóis entre fevereiro e abril de 2020, o que representa 65% do total de pessoas com HIV da Espanha.

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Os resultados mostraram que houve 236 casos de Covid-19, em que 151 foram internados e 20 faleceram da doença. Os casos do vírus foram mais frequentes entre participantes homens e com idade maior que 70 anos.  Dos diferentes antirretrovirais usados, o uso da combinação tenofovir + entricitabina foi o associado a menores riscos de infecção e de desenvolvimento de formas graves da doença.

Essas observações preliminares mostram que Profilaxia Pré-Exposição ao HIV (PrEP) também pode vir a ser adotado como estratégia de prevenção ao coronavírus.

Ainda segundo os resultados publicados no UOL, o risco estimado de ser diagnosticado com covid-19 entre os indivíduos que utilizavam esta combinação de antirretrovirais foi de 48% daquele observado na população geral, excluindo os profissionais da saúde por serem muito mais expostos e testados que o restante da população. E entre os usuários de tenofovir + entricitabina não foi registrado nenhuma morte por covid-19. 

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É importante ressaltar que a pesquisa, por mais que reforce a hipótese, ainda está em fase inicial e precisa de maior investigação e ser aplicada em mais casos. Além disso, para decisões mais conclusivas já existem outras pesquisas em andamento que analisam a relação da PrEP com o coronavírus, como a da USP.