De acordo com estudo divulgado pelo Queer Voices Heard, 46% das pessoas LGBT+ têm mais tendência em fumar e permanecer fumante do que as heterossexuais.

“Em nosso estudo, descobrimos que existem muito mais fatores que sustentam o tabagismo se você é uma pessoa LGBT+, bem como menos fatores para apoiar as pessoas LGBT+ a largarem o fumo”, disse o co-fundador do Queer Voices Heard, Stu Hosker ao PinkNews.

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As taxas de fumantes não LGBT+ diminuíram devido a campanhas rigorosas que apontam aos riscos de fumar. Já no caso de pessoas da comunidade, essas campanhas não os alcançam, além disso, aponta que sete em cada dez campanhas direcionadas a eles se concentram na saúde sexual.

“Muitos não se veem representados autenticamente em campanhas para parar de fumar. Alguns mencionaram a dependência de táticas de choque em torno do impacto que o tabagismo tem na fertilidade e nas famílias com crianças pequenas, e como isso não parece relevante para muitos fumantes da comunidade LGBT+ “, afirma Hosker.

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O estudo aponta que os cigarros oferecem às pessoas LGBT+ um rápido alívio do estresse, bem como uma oportunidade de fazer conexões significativas.

As razões para isso são complexas, mas, considerando que os membros da comunidade LGBT+ são mais propensos ao estresse, à ansiedade e geralmente a problemas relacionados a saúde mental, como a depressão, a automedicação com nicotina ou outras substâncias é comum e não surpreende.

Foto: Robert Gershinson