Estudo clínico inédito começa a recrutar voluntários no país para um novo tratamento de Profilaxia Pré-Exposição ao HIV, também conhecido popularmente como PREP. O público-alvo é formado prioritariamente por mulheres e homens transsexuais e homens cis gêneros sexualmente ativos, com 16 anos ou mais, que mantenham relações sexuais com parceiros do sexo masculino. O estudo acontece na cidade de São Paulo.

PREP medicamento
Medicamento PREP (Foto: Getty)

Conduzido pelo infectologista da UNIFESP, Dr. Ricardo Sobhie Diaz, um dos mais respeitados especialistas em HIV no mundo e que está conduzindo o desenvolvimento de uma promissora vacina para a cura da doença, que em breve será submetido ao FDA, a agência de vigilância sanitária responsável pela regulamentação de alimentos e medicamentos dos Estados Unidos, similar à Anvisa.

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Em fase 3, o estudo será realizado em mais de 100 países, incluindo o Brasil. O objetivo é avaliar a eficácia do medicamento Lenacapavir, desenvolvido pela farmacêutica multinacional americana Gilead Science Inc., como solução terapêutica de longa duração para a PREP.

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Com alto potencial no combate ao vírus do HIV e com a diminuição significativa de efeitos adversos em relação às drogas utilizadas nos esquemas hoje utilizados no país, ao invés do uso diário de comprimidos, os voluntários serão submetidos a aplicações subcutâneas simples a cada 6 meses, estando desta forma protegidos contra infecções pelo HIV neste período.

A forma de administração da PREP é considerada por especialistas de todo o mundo como uma grande vantagem, devido à facilidade de adesão para o tratamento e para a qualidade de vida dos pacientes. “Este produto deverá mudar a relação com que as pessoas têm hoje com a PREP, que por envolver consumo diário de medicamentos muitas vezes apresenta baixa adesão em determinados públicos”, explica Diaz.

Com apresentação e administração diferenciada, o medicamento Lenacapavir pode representar um grande avanço terapêutico para transsexuais que hoje representam baixa adesão aos tratamentos aplicados com seringa e não administrados oralmente.

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Alguns estudos atribuem à baixa adesão a utilização de hormônios e próteses, entretanto, por ser aplicado de forma subcutânea e praticamente indolor, a expectativa é de que a droga tenha boa aceitação por este público. “Nossa expectativa é de forte adesão do público transsexual, pois me parece que serão muito beneficiadas por esta droga”, conclui.

Se possui interesse em participar, inscreva-se aqui ou pelo telefone (11) 9 3409-3941

Os interessados podem também acompanhar a campanha do estudo no Instagram @dr.ricardodiaz lembrando que caso não se encaixe no perfil dos voluntários recrutados você pode indicar para uma amiga ou um amigo.