Depressão e suicídio afetam até 7 vezes mais a população LGBT+

598

Hoje falaremos de um assunto que afeta cada vez mais pessoas ao redor do mundo, principalmente a população LGBTQI+: a depressão. Ela ocorre quando a pessoa está há pelo menos 2 semanas apresentando, na maior parte do tempo, sintomas como: tristeza, perda de interesse ou prazer nas coisas, falta de energia, choro fácil, alteração no sono, no apetite, problemas de concentração, na memória, diminuição da libido, sentimento de culpa, irritabilidade, pensamentos de morte ou de suicídio. Esses sintomas causam sofrimento para a pessoa e/ou prejuízo no seu funcionamento social e não estão relacionados a outra condição médica ou uso de drogas.

A depressão tem sido apontada pelo Organização Mundial de Saúde (OMS) como uma das principais causas de adoecimento e invalidez. Entre os LGBTQI+, a coisa fica ainda mais complicada, pois a depressão e o suicídio nesse grupo são de 2 a até 7 vezes maiores. Uma parte disso pode ser explicada pelo que vemos nas notícias e no nosso dia-a-dia. A população LGBTQI+ ainda sofre com muita discriminação, que pode ser refletida em rejeição entre familiares e amigos, hostilidade, bullying, assédio e violência verbal e física.

Apesar disso, muito ainda falta ser feito em relação à prevenção, assim como em termos de estratégias para diminuir o estigma e o preconceito focados nessa população. Por isso é muito importante cobrar tanto de políticos como de amigos e familiares posições firmes contra o preconceito e o estigma, pois isso pode salvar vidas. Vamos esclarecer de vez:

Tristeza não é depressão;

Chorar não é depressão;


Assista também:


Luto não é depressão;

Isso porque há uma tendência entre alguns pacientes, e também entre os profissionais, de considerar como doença vivências normais de qualquer ser humano, diagnosticando e medicando sem necessidade. Todos temos momentos de tristeza, de raiva ou de desânimo, e isso é completamente esperado e necessário para uma vida saudável. Esses momentos devem ser vividos e respeitados. Por isso, se você ou qualquer familiar acredita que possa ter sintomas de depressão, marque o quanto antes uma avaliação com um psiquiatra ou psicólogo para diagnóstico e tratamento adequados.

Obs: Texto elaborado em conjunto com o médico psiquiatra Dr. Bruno Branquinho.