O presidente Jair Bolsonaro (PSL) deletou todas as redes sociais do governo que falam sobre Aids e HIV. A informação foi dada através do Instagram oficial do Departamento de Doenças de Condições Crônicas e IST. Além disso, a previsão é de que o site do órgão também saia do ar.

A medida faz parte de um plano de um controle de mídia do presidente que visa reunir todas as informações de sua gestão em um único portal, gov.br. Nesse site, ficarão disponíveis notícias e informações do governo federal, assim como de autarquias, fundações e instituições ligadas ao governo.

A desativação da página, além de tirar a prioridade da luta contra HIV e AIDS do governo federal, minimizando-a, põe em jogo um trabalho que ajudou diversos profissionais que usaram das informações contidas ali para disseminar informações sobre a prevenção e o controle do HIV e outras doenças sexualmente transmissíveis.

Vale lembrar que, no Brasil, o número de novos infectados por HIV voltou a crescer com força nos últimos anos, principalmente entre jovens. A opinião de Bolsonaro sobre quem vive HIV, convém lembrar nesta hora, quando em 2010 ele já havia dito no CQC que era contra a saúde pública bancar o tratamento de soropositivos. Veja abaixo:

Em abril deste ano, Bolsonaro acabou com o Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das Infecções Sexualmente Transmissíveis, do HIV/Aids e das Hepatites Virais, rebaixando-o para um coordenação que cuida de outras doenças que nada tem a ver com o contágio sexual.

VÍDEO NOVO DO PÕE NA RODA:

O órgão possuía atuação histórica na luta contra o HIV/Aids e era considerado modelo para outros países por ações únicas, como a oferta de tratamento gratuito para todos os portadores do vírus.

Isso significa que, com o tempo, profissionais passem a ser menos treinados e remunerados, dificultando e enfraquecendo a continuidade de um programa que já salvou milhares de pessoas em todo o país.