O jogador brasileiro Richarlison, que atualmente é atacante do “Everton Football Club” (Inglaterra), ressaltou em entrevista ao site do clube inglês a importância do futebol ser um ambiente tolerante e diverso.

“Acho que o futebol está se tornando mais inclusivo como deveria. O mundo mudou muito. Não podemos mais viver como as pessoas faziam há cem anos. Somos todos iguais e devemos ser tratados dessa maneira. Por que não no futebol? Não podemos ser uma bolha no mundo”, afirmou o jogador.

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Richarlison ainda destacou que um jogador gay seria bem-vindo no vestiário do Everton. A declaração veio durante o “Pride in Liverpool”, comemorado em 25 de julho e que marca o Orgulho LGBT+ da cidade.

“Eu não acho que teria problema aqui ou em qualquer lugar. Todos tem que ser tratados primeiramente com respeito e igualdade. Eu li uma carta enviada à imprensa por um atleta gay da Premier League, contando a situação que ele vive e como isso afeta sua saúde mental, que ele tem receio de contar para seus companheiros, com medo que as coisas fiquem ainda piores. Não deveria ser assim”, afirmou o atleta.

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O lateral Digne também foi entrevistado pelo Everton e manteve a postura de Richarlison sobre a aceitação do time com um colega gay. “Reagiríamos normalmente, não teríamos nenhum problema com isso. Os jogadores estão abertos, conversamos sobre todos assuntos. Ninguém deveria ficar chocado e tudo estaria bem. É algo normal”, declarou o francês”, explicou.

Embora o meio futebolístico tenha mostrado estar mais disposto a aceitar pessoas LGBTs, muitos jogadores se sentem inseguros com uma possível estagnação da carreira e reação do público, como o atleta, mencionado por Richarlison, afirmou em carta anônima.

Outro exemplo foi Thomas Beattie, que falou publicamente sobre ser gay em junho e se tornou o segundo jogador inglês a sair do armário. Antes dele, teve apenas Justin Fashanu, em 1990.