Um estudo publicado no American Journal of Community Psychology revelou que a discriminação racial em aplicativos de namoro gay é extremamente comum e pode se apresentar de várias maneiras. Os pesquisadores analisaram dados de pesquisas antigas.  

Concluiu-se que as preferências baseadas em raça são, como esperado, mais frequentemente expressas por pessoas brancas que trabalham para excluir pessoas de cor de seus webespaços.

Os dados também apontaram que a discriminação sexual racializada surge de várias formas. Homens gays e bissexuais negros podem ser rejeitados, objetificados ou inferiorizados, enquanto outros perpetuam estereótipos sobre negros e fazem comentários sobre seus papéis sexuais ou atributos físicos.

Ryan Wade e Gary W. Harper, que conduziram o estudo, escreveram que viver a  discriminação sexual racial em aplicativos de namoro leva a sentimentos de vergonha, humilhação e inferioridade. Eles disseram que a experiência pode afetar a autoestima e o bem-estar dos homens negros.

Os aplicativos de namoro já reconheceram o racismo em suas plataformas. Em 2018, o Grindr tentou aprovar mudanças, lançando sua iniciativa Kindr Grindr, que deu às pessoas de cor uma plataforma para discutir o problema e atualizou as diretrizes do aplicativo.

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O aplicativo afirmou que “qualquer pessoa que tenha visto bullying, ameaça ou difamação de outro usuário será banida”.

“Também removeremos quaisquer declarações discriminatórias exibidas nos perfis”, continuou.

Embora as regras do app sejam bastante claras, ainda não há uma varredura efetiva que exclua os perfis que agem de forma racista ou ofensiva com gays negros, afeminados e gordos.