Nem todo mundo sabe, mas em 2013, o então deputado e hoje candidato a presidência do Brasil, Jair Bolsonaro, criou um Projeto de Lei que pedia o fim do atendimento obrigatório a vítimas de estupro na rede pública de saúde do Brasil.

Segundo noticiado pela revista Época (clique aqui pra ver, parece mas isso não é fake news), Bolsonaro e outros 12 deputados – boa parte da bancada evangélica – apoiavam o projeto se dizendo a favor do fim da lei que faz com que o SUS seja obrigado a prestar socorro imediato a qualquer pessoa vítima de estupro ou abuso sexual.

Mas qual seria o motivo de tamanha crueldade? Segundo Bolsonaro e os demais deputados que tentaram defender a ideia, a Lei 12.845 – que garante atendimento a vítimas de violência sexual – “preparava terreno para a legalização do aborto no país”. Provavelmente a ideia doente se deu porque o SUS garante sim métodos contraceptivos em caso de estupro, como através do uso da pílula do dia seguinte nestes casos, por exemplo.

A proposta de Bolsonaro chegou a ser analisada pela Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados, mas acabou arquivada.

Mesmo assim, desde 2013 o deputado fez várias tentativas para desarquivar a proposta, felizmente sem sucesso.

A jornalista responsável pela denúncia, Bela Megale, chegou a perguntar para Bolsonaro se em um eventual governo seu, o SUS deixaria de prestar atendimento a mulheres vítimas de estupro ou abuso sexual. As perguntas foram simplesmente ignoradas.

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Criador Põe na Roda, canal do youtube de humor e informação LGBT desde 2014, com mais de 100 milhões de visualizações e 800 mil inscritos. Autor do livro "Um Livro Pra Ser Entendido", que desmistifica questões do mundo gay e sobre ser LGBT para todos os públicos. Também foi roteirista de TV (Amor & Sexo, Adnight, CQC, Furo MTV) e colunista (Folha de S. Paulo).