Com 99,97% das unas apuradas, o atual presidente da Polônia, o LGBTfóbico Andrzej Duda, foi reeleito para o cargo no domingo (12), nas eleições polonesas mais acirradas dos últimos anos.

Duda conseguiu uma pequena margem de vantagem contra o candidato da Coalizão Cívica (KO), Rafal Trzaskowsk. O reeleito, do partido Lei e Justiça (PiS), recebeu 51,21% dos votos, enquanto Trzaskowski obteve 48,79% dos votos. A diferença foi de cerca de 500 mil, de acordo com a Reuters.

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Ainda durante a campanha de reeleição, Duda se alinhou com o conservadorismo e endureceu o discurso contra LGBTs, chegando a afirmar que o movimento por direitos era uma ideologia pior do que o comunismo e prometeu que caso reeleito iria propor proibir a adoção por casais do mesmo sexo para “proteger os valores tradicionais”.

A comunidade LGBT+ local já vivia sobre constante pressão e discriminação, como relatou o youtuber Jakub Kwieciński após ter sido censurado na TV estatal.

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“Tenho a impressão de que o país [Brasil] está passando pelo mesmo que nós passamos, há três ou quatro anos. Não parece muito perigoso no começo. É mais fácil pensar que está tudo bem, que o governo jamais cruzaria determinados limites. Depois de cinco anos, nos deparamos com ‘zonas livres de LGBTs’”, alertou o youtuber.