Empatado com o Canadá e a Suécia, Portugal está em primeiro lugar no ranking dos países mais hospitaleiros e amigáveis com a comunidade LGBTI em 2019, de acordo com o índice do Spartacus International Gay Guide.

O reconhecimento é um reflexo de que as leis evoluíram, mas “ainda é preciso ter cautela e perceber que ainda há um longo caminho a percorrer. Na teoria isto é positivo e Portugal tem evoluído bastante. Mas a realidade é que ainda há muita discriminação, homofobia e transfobia”, declarou a  diretora executiva da associação ILGA (Intervenção Lésbica, Gay, Bissexual, Trans e Intersexo), Marta Ramos ao site P3.

“A diferença é que esta discriminação talvez não seja tão direta, não é necessariamente violência física, mas sim olhares, comentários, insultos verbais, e acontece sobretudo quando existem demonstrações públicas de afeto. A legislação portuguesa é inclusiva”, diz a dirigente, mas o problema é a sua implementação na sociedade: “E isso dá muito trabalho, e é preciso uma mudança de cultura.”

O índice classificou 197 países com base em 14 critérios, incluindo leis anti discriminatórias, leis sobre casamento e parceria civil, leis de adoção, direitos transgêneros e perseguição a comunidade LGBT.

Entre 2018 e 2019, Portugal subiu do 27º lugar para o topo da lista do Spartacus Gay Travel Index. Espanha é um dos 13 países que surgem em 4º lugar (assim como o Reino Unido) e a Suíça e a França estão incluídas no lote de países em 17º lugar.


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Já o Brasil surge na posição 68º e os Estados Unidos no lugar 47º (a lista completa pode ser consultada aqui). Em último lugar está a Chechênia, que tem precisamente sido notícia pela perseguição em massa dos gays tchetchenos, que são torturados, presos ilegalmente e até mortos.

No fim da lista estão também o Iêmen, o Iran, a Arábia Saudita e a Somália. Todos os cinco receberam notas negativas por assassinatos e sentenças de morte envolvendo a comunidade LGBT+.