Os ativistas LGBT na Polônia não estão para brincadeira, no último sábado (12), um grupo liderado por uma ativista lésbica, na cidade de Gdansk, carregou um cartaz em forma de coração com uma vagina no centro. Mas os contra-manifestantes homofóbicos interpretaram que o cartaz estava “imitando” a Virgem Maria.

A manifestação pró-LGBT+ contou com a presença de Aleksandra Dulkiewicz, prefeita de Gdansk, junto com outras pessoas queer e ativistas da cidade. Dulkiewicz falou sobre a importância da diversidade no rali, dizendo à multidão que a cidade tem “um lugar para todos”.

Mas vários manifestantes anti-LGBT+ compareceram à manifestação para expressar sua oposição aos direitos queer no país, que tem visto um aumento perigoso da homofobia e transfobia nos últimos meses. Os contra-manifestantes acusaram ativistas LGBT+ na manifestação de serem “agressivos” em sua busca pela igualdade.

Segundo o Pink News, as tensões na Polônia aumentaram quando um contra-manifestante tentou agarrar o cartaz da Virgem Maria com uma “auréola em forma de vagina”. A polícia foi forçada a intervir, com relatórios locais indicando que o homem enfrentará ação judicial.

No início de 2020, foi revelado que várias cidades em todo o país se declararam “zonas livres de LGBT”.  O presidente polonês Andrzej Duda mais tarde enfrentou uma grande reação de pessoas LGBT+ no país, que influenciou grande parte de sua campanha de reeleição em sua dura oposição aos direitos LGBT+.

Em uma “carta de família” publicada antes da eleição na Polônia, Duda se comprometeu a “proibir a propagação” da “ideologia” LGBT+ nas instituições públicas e “defender a instituição do casamento” definida como uma “relação entre uma mulher e um homem”. Duda também propôs uma emenda à constituição da Polônia que proibiria casais do mesmo sexo de adotarem crianças.