Em entrevista a Valor Economico, a vereadora pela cidade de São Paulo Erika Hilton (PSOL) prometeu utilizar de seu mandato para legislar além das causas trans e negra. Com mais de 50 mil votos, Hilton foi a primeira mulher trangênero a ocupar uma cadeira no Poder Legislativo paulistano.

“Os movimentos sociais e os grupos ditos minoritários compreenderam a urgência de se organizar politicamente, de ter a consciência do seu voto e colocar representantes que defendam bandeiras e pautas pelas quais historicamente batalham”

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Eleita com a maior votação entre as mulheres, Erika Hilton ficou surpresa com a quantidade de votos que recebeu. “A minha eleição, a campanha, os votos – tudo isso simboliza muito bem o contragolpe”, apontou a vereadora que durante a campanha teve o apoio de Pabllo Vittar, Camila Pitanga, Liniker, e Silvio Almeida (autor de “Racismo Estrutural”).

Vereadora Erika Hilton promete ir além das causas trans e negra
Vereadora Erika Hilton promete ir além das causas trans e negra (Foto: Reprodução / ALESP)

A parlamentar cravou que não pautara seu mandato apenas nas pautas trans e negra, mas destacou a importância dessas lutas. “Claro que a gente tem uma necessidade mais urgente com relação às populações trans e negras, pois estão anos-luz mais atrasadas [em relação às políticas públicas].”

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Dentre as propostas da psolista, está a volta do programa Transcidadania. Criado durante a gestão Haddad (2013-2016) , do PT, o projeto visava a reintegração social de travestis e transexuais em situação de vulnerabilidade.

Erika Hilton prometeu fiscalizar de perto a atuação da prefeitura e promete ser uma pedra no sapato de Bruno Covas (PSDB). O tucano foi reeleito ao vence Guilherme Boulos, que é companheiro de partido da vereadora,  no segundo turno.