Em 2017, o Brasil se deparou com o brutal assassinato da travesti Dandara e precisou repensar as políticas de proteção voltadas a esse público. O crime ocorreu em Fortaleza (Ceará) e foi cometido por ao menos 10 pessoas, entre jovens e adultas.

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De acordo com o portal O Povo Online, agora, 3 anos depois do crime, a presidente da Comissão de Direitos Humanos e da Frente Parlamentar em Defesa da População LGBT, Larissa Gaspar (PT), veio a público para denunciar a prefeitura da capital cearense. A gestão não estaria investindo em políticas públicas para a comunidade LGBTI+.

A vereadora afirma que dos R$ 2,7 milhões destinados às políticas, “nenhum real” foi utilizado em 2019. Ela declara também que o orçamento de 2020 caiu para R$ 884 mil.

Segundo relatório da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra), o Ceará é o segundo estado mais violento para travestis e transexuais do Brasil, apenas nos últimos 3 anos, foram 40 assassinatos de pessoas trans registrados.

“Na prática, os serviços municipais estão sem estrutura, faltando pessoal e equipamentos. Já as pessoas trans, sofrem com preconceito e violência”, aponta Larissa Gaspar.

Em nota, a Secretaria dos Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SDHDS) afirma ter realizado as ações previstas no Plano Municipal de Política LGBT, instituído em 2012 e com vigência de dez anos. O plano prevê ações voltadas à inclusão da população LGBTI+ em áreas como cultura, esporte, saúde, assistência social e profissionalização.

O órgão ainda afirma que o Conselho Municipal LGBT e o Centro de Referência Janaína Dutra estão em “pleno funcionamento” . Segundo a SDHDS, as organizações acompanham 178 casos de LGBTfobia e já desenvolveram 91 ações educativas, 880 atendimentos multidisciplinares e capacitou 2.600 pessoas.

Foto: Efren Colombani