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Durante a campanha para a reeleição, o atual presidente da Polônia, Andrzej Duda, fez um discurso homofóbico em que atacava a chamada “ideologia LGBT”. A medida teve uma dura repreensão da vice-presidente da comissão executiva do bloco, Vera Jourova.

Jourova destacou que a atitude do presidente vai contra os valores das 27 nações. “Isso é escandaloso – não acredito que isso esteja acontecendo na UE. Não podemos financiar projetos para locais que violam a igualdade, um valor básico na legislação da UE e na Constituição polonesa”, apontou.

Jourova afirmou ser “realmente triste” que, na Europa moderna, autoridades que ocupam altos cargos decidam atacar minorias para obterem possíveis ganhos políticos. “Os políticos devem assumir a responsabilidade por suas palavras. As palavras são importantes e podem ter consequências na vida real”, observou.

Andrzej Duda, do Partido da Lei e da Justiça, tem atacado os LGBT+ para ganhar maior apoio na campanha presidencial, afirmando que vai manter a comunidade longe das crianças e a comparou à doutrinação comunista soviética.

Em pronunciamento na última semana, Duda afirmou que, caso seja eleito no próximo dia 28 de junho, vai incluir em sua pauta a não permissão pelo casamento entre pessoas do mesmo sexo e também adoção de casais LGBTs.

Na corrida eleitoral para o Parlamento no ano passado, o líder do partido Jaroslaw Kaczynski disse que o avanço dos direitos dos gays representava um “grave perigo” para a Polônia e a UE.

O primeiro ministro de Kaczynski, Mateusz Morawiecki, diz repetidamente que seu objetivo é “re-cristianizar a Europa”, enquanto o partido no poder tem tentado proibir o aborto e criminalizar o ensino aos adolescentes sobre os benefícios do uso de preservativos.

De acordo com o Uol, Duda atacou verbalmente os LGBTs depois que as pesquisas de opinião mostraram queda nas intenções de voto em seu nome. Isso ocorreu após escândalos do governo relacionados à compra de equipamentos usados para combater a epidemia de coronavírus na Polônia e depois que membros do partido da Lei e da Justiça desrespeitarem as restrições do lockdown.