De acordo o HuffPost, em nome da “liberdade de expressão”, o governo de Donald Trump diz que vai cortar o financiamento do governo para faculdades que proíbem grupos de estudantes religiosos anti-LGBTQIA+.

Trump quer cortar fundos de faculdades que proíbem grupos religiosos anti-LGBTQIA+
Grupo de estudantes religiosos reunido em campus universitário dos EUA | Foto: Reprodução/intervarsity.org

A nova política foi anunciada na quarta-feira, 9 de setembro.

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O governo disse que suspenderia ou encerraria os repasses para universidades públicas se for considerado  que elas violaram a Primeira Emenda e que, em alguns casos, elas poderia se tornar inelegíveis para futuros financiamentos.

Além disso, o governo anunciou o corte de verbas também para as universidades que não concederem aos alunos “religiosos” os mesmos benefícios que outros grupos, incluindo fundos universitários e o uso de instalações.

“Os alunos não devem ser forçados a escolher entre sua fé e sua educação, e uma instituição controlada por uma organização religiosa não deve ter que sacrificar suas crenças religiosas para participar de bolsas e programas do Departamento”, dise a secretária de estado de Educação do governo Trump, Betsy DeVos, em um comunicado.

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A nova política consolida uma nova política de Trump, supostamente protegendo a Primeira Emenda nos campi universitários, ao ordenar que as agências federais vinculem o financiamento à liberdade de expressão, e atende a reclamações de grupos conservadores de que eles estavam sendo reprimidos.

Grupos religiosos comemoram a nova política. “As universidades devem acolher todos os grupos religiosos igualmente, a fim de encorajar a tolerância, o pluralismo e a diversidade religiosa”, afirmou Greg Jao, porta-voz do grupo religioso evangélico anti-LGBTQIA+ “InterVarsity Fellowship“.

A nova política do departamento de educação declara expressamente que as faculdades não podem discriminar grupos religiosos de estudantes cujos “padrões de liderança” são “formados por crenças religiosas sinceras”. Mas Terry Hartle, o vice-presidente sênior do Conselho Americano de Educação, insistiu que a política foi simplesmente uma jogada política do governo Trump.

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