Depois de ser rejeitado pelo prefeito de Nova York, pelo Museu de História Natural, pelo restaurante Cipriani Hall, pela consultoria Bain & Company e pela Delta Airlines, o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, não tem mais a quem recorrer para patrocinar um jantar que teria como intuito homenageá-lo em Nova York.

A homenagem viria da Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos, que sabe-se lá por que decidiu celebrar um evento para premiá-lo “Personalidade do ano”. (Bem, se tivesse realmente algum motivo pra receber o prêmio, certamente Mijair não seria tão evitado…)

Pois bem. Sem ter mais a quem recorrer, acaba de ser confirmado que a homenagem será paga pelo contribuinte brasileiro. Isso, você mesmo. Segundo informações da Folha de São Paulo, o Banco do Brasil e o consulado brasileiro dos Estados Unidos deverão se unir para bancar o mico, ou melhor, o jantar que celebrará Bolsonaro.

Esta é a primeira vez que o Banco do Brasil patrocina um evento para premiar um presidente brasileiro. Devem ser desembolsados cerca de R$ 47,5 mil reais só pra custear o mimo para o presidente.

Vale lembrar que, no esporte, na educação e na cultura, o Banco já vem cortando verbas públicas que patrocinavam projetos populares, como o governo Bolsonaro já vem fazendo em todas as áreas que pode. Mas parece que dinheiro pra pagar jantar de gala pro presidente, isso tem de sobra.

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Criador Põe na Roda, canal do youtube de humor e informação LGBT desde 2014, com mais de 100 milhões de visualizações e 800 mil inscritos. Autor do livro "Um Livro Pra Ser Entendido", que desmistifica questões do mundo gay e sobre ser LGBT para todos os públicos. Também foi roteirista de TV (Amor & Sexo, Adnight, CQC, Furo MTV) e colunista (Folha de S. Paulo).