Apesar de ser um dos países onde a homossexualidade ainda é considerada um crime, a Tunísia poderá ter seu primeiro candidato assumidamente gay concorrendo às eleições para a presidência do país.

Nesta semana, o advogado tunisiano Mounir Baator, que também é ativista presidente da Shams, associação de homossexuais mais numerosa da Tunísia, anunciou à mídia que vai concorrer nas próximas eleições. Como uma das primeiras medidas, caso seja vencedor, o político disse que pretende estabelecer uma boa relação entre o país e Israel.

“Por que vocês não criticam o Irã que, desde 1971, ocupa territórios dos Emirados Árabes Unidos?”, alfinetou o advogado, durante um pronunciamento em que criticou a postura de outros candidatos.

Vale ressaltar que, na Tunísia, a homofobia é tão institucionalizada que, recentemente, uma denúncia do Human Rights Watch revelou que, no país, a polícia está obrigando que muitas pessoas com suspeita de serem gays façam exame anal, com base nas leis anti-lgbts do país.