Em um encontro com o primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, o presidente senegalês, Macky Sall, afirmou que as leis proibitivas de homossexualidade no país possuem motivações culturais e não possuem relação com o preconceito. 

“As leis de nosso país obedecem normas que são o condensado de nossos valores culturais e civilizatórios. Isso não tem nada a ver com a homofobia. Quem tem a orientação sexual de sua escolha não é alvo de exclusão”, afirmou Macky Sall.

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Ao ser questionado por um jornalista se as leis não se caracterizariam como homofobia, o presidente evitou responder e comentou que “tampouco podemos pedir ao Senegal que diga: ‘amanhã legalizamos a homossexualidade e, amanhã há aqui uma parada gay, etc’. Isso não é possível porque nossa sociedade não aceita isso. A sociedade evoluirá, isso levará um tempo”.

O primeiro-ministro canadense ainda reafirmou a sua posição a favor dos direitos humanos. “Sempre defendo os direitos humanos e trago essas questões para onde quer que eu vá. O presidente Macky Sall conhece muito bem meus pontos de vista a respeito, e falamos disso brevemente”, informa.

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Enquanto isso, o Senegal continua sendo um dos 70 países do mundo que colocam a homossexualidade como crime. A lei pune pessoas LGBT+ com prisão de um a cinco anos, se referindo a “atos impudicos ou contra a natureza com um indivíduo do mesmo sexo”.