No dia 13 de maio, quando é comemorado o fim da escravidão no Brasil, o presidente da Fundação Palmares, Sérgio Camargo, publicou textos no site da instituição que celebram a princesa Isabel – que assinou a Lei Áurea – e colocam Zumbi – um dos símbolos e precursores do movimento negro no Brasil – como mito criado pela esquerda.

Em um dos textos, Mayula Felix usa um trecho para insinuar que Zumbi era homossexual: “Zumbi foi morto. Sua cabeça foi decepada, salgada e levada para Recife, tendo sido exposta publicamente para servir de exemplo a outros negros que ousassem fugir. Depois disso, Zumbi foi castrado e teve o pênis enfiado dentro da boca, uma forma antiga de humilhar os homossexuais. Mas disso o Movimento Negro faz silêncio sepulcral, pois é conveniente que o mito etnocultural do libertador dos negros seja viril, palavra que, como lembra Olavo de Carvalho no artigo Causas Sagradas, tem no latim a mesma origem de ‘virtude’ e ‘varão’”

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Em outro trecho, a autora utiliza uma citação de Olavo de Carvalho, considerado o “guru” do governo Bolsonaro, para atacar o movimento gay e negro: “O comunismo, a negritude, o movimento gay e outras não admitem virtude maior que a de aderir à sua causa, nem pecado mais horrendo que o de combatê-la. Para os militantes, ‘bom’ é quem está do seu lado, ‘mau’ quem está contra”.

Sérgio Camargo é um dos “olavistas” do governo Bolsonaro e também utilizou as redes sociais para atacar o movimento negro e celebrar a princesa Isabel: