É improvável que o líder gay da Irlanda, Leo Varadkar, continue como Taoiseach – termo que na língua irlandesa designa o chefe de governo da República da Irlanda – após as eleições gerais do fim de semana, segundo os primeiros resultados. 

A República da Irlanda foi às urnas no sábado, 8 de fevereiro, depois de uma campanha eleitoral amarga e acelerada, que viu um enorme ressurgimento no apoio ao partido de esquerda “Sinn Féin”.

Uma pesquisa do “Irish Times” na noite de sábado previu que os três principais partidos – o “Fine Gael” de Varadkar, bem como “Fianna Fáil” e “Sinn Féin” – estavam em pé de igualdade. Até agora, o Sinn Féin conquistou 32 cadeiras, seguidas pelos dois partidos de centro-direita do país, “Fianna Fáil” (17) e “Fine Gael” (14).

A surpreendente onda de “Sinn Féin” os fez passar de um pequeno partido da oposição para um grande candidato ao governo. No entanto, como o sucesso do partido não era previsto ou esperado, eles não apresentaram candidatos suficientes para conquistar a maioria geral.

Agora, “Fianna Fáil” provavelmente se tornará o maior partido do estado, com o líder Michéal Martin provavelmente  como o próximo Taoiseach do país.

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Embora as chances de Varadkar de continuar como Taoiseach pareçam reduzidas, seu destino não será decidido até que os resultados finais cheguem. 

Sob o sistema de votação por representação proporcional da República da Irlanda, os candidatos são eliminados e seus votos redistribuídos aos restantes. “Fine Gael” ainda pode se beneficiar substancialmente com a transferência de votos.

Varadkar refletiu o fraco desempenho de seu partido. Ele foi não foi eleito ontem na quinta contagem em Dublin West, se tornando o primeiro Taoiseach na história do estado a não liderar a pesquisa em seu círculo eleitoral.

Notavelmente, ele foi derrotado no primeiro lugar de Dublin West por Paul Donnelly, do “Sinn Féin”, eleito na primeira contagem. Varadkar descartou formar uma coalizão com o “Sinn Féin”.

O fraco desempenho eleitoral de seu partido segue um período turbulento no governo, que viu o aprofundamento da crise da habitação e dos sem-teto na Irlanda. A habitação se tornou uma questão importante nas eleições, com pesquisas mostrando uma queda significativa no apoio ao partido entre jovens eleitores.

“Fine Gael” também foi impactado por várias outras questões no serviço de saúde do país e controvérsia sobre a idade da aposentadoria.

Varadkar revelou ser gay em 2015 em uma entrevista na RTÉ Radio 1 antes do referendo de casamento entre pessoas do mesmo sexo na Irlanda.

Varadkar é, a partir de agora, um dos três líderes mundiais abertamente gays – mas se “Fine Gael” continuar sua trajetória atual, é provável que esse número caia para dois.

Matéria traduzida do site PinkNews. Para ler a versão original em inglês, acesse aqui.