O governo de Donald Trump  protocolou um texto na Suprema Corte dos Estados Unidos, em que defende o direito das empresas discriminarem funcionários trans. O documento oficial afirma que “empregadores devem ter o direito de demitir funcionários que realizarem a transição de gênero”.

O debate sobre o assunto começou, após Aimee Stephens, funcionária de uma casa funerária, ser demitida após cinco anos no trabalho, apenas porque a dona da empresa alegou que ela estava “violando as leis de Deus” com a transição de gênero.

Aimee então procurou a justiça por meio da Comissão de Igualdade no Emprego (EEOC) dos EUA, dando início a ação de um julgamento na Suprema Corte,  com o intuito de expandir a Lei de Direitos Civis de 1964. A revindicação é que seja incluída a proteção no ambiente de trabalho contra ações discriminatórias por orientação sexual ou identidade de gênero.

No texto da administração Trump, o presidente afirma que a Lei protege apenas a discriminação por sexo, mas de acordo com o gênero de nascimento. Além disso, o governo alega que a culpa da demissão foi de Aimee, por descumprir normas de usar uniforme masculino e utilizar o banheiro feminino “sem autorização”.

O julgamento definitivo do caso na Suprema Corte, deve acontecer no final de 2020. 

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