Jair Bolsonaro tem deixado entidades de combate à Aids no Brasil em alerta. É que desde o inicio do novo governo, as campanhas de prevenção são quase nulas e muitos órgãos que combatem à epidemia afirmam que as decisões sobre o assunto no país, parecem não corresponder às expectativas para um tema de saúde tão importante.

“A situação já vinha sendo preocupante, mesmo antes de Bolsonaro chegar ao poder. Estávamos em sinal amarelo. Agora, já passamos para o vermelho. E pode se agravar”, declarou o vice-presidente da Associação Brasileira Interdisciplinar de Aids (Abia), Vereno Terto, em nota ao portal Yahoo.

Outra entidade que já se manifestou sobre o assunto, foi o Fórum das ONG/AIDS de São Paulo (Foaesp), que também soltou uma nota ressaltando que os primeiros dias de governo de Bolsonaro estão sendo marcados por retrocessos no âmbito dos direitos humanos.

Uma das medidas que mais preocuparam as entidades e que mostra a frieza do presidente em relação ao tema, foi o recente veto a um importante projeto de lei que dispensava a reavaliação pericial de pessoas que estejam em um estágio agravado da doença, em caso de precisarem se aposentar por invalidez.

“O veto comprova que o presidente vai na contramão da saúde pública, implantando uma política que fere os direitos humanos das pessoas vivendo com aids”, declarou o presidente da Associação Espaço de Prevenção e Atenção Humanizada (EPAH), José Araújo.

VÍDEO NOVO DO PÕE NA RODA:

Vale ressaltar que a questão de se investir em campanhas que informem e conscientizem sobre o tema HIV e Aids é extremamente importante não só para a prevenção, mas também para diversas outras finalidades como: desmistificar os preconceitos em relação às pessoas soropositivas; conscientizar sobre a importância de um diagnostico precoce para melhor qualidade de vida e o não desenvolvimento da doença; informar como funciona a Profilaxia Pré-Exposição (PrEP), entre tantos outros assuntos.