De acordo com o novo relatório da “LGBTQ Victory Institute”, um número recorde de pessoas LGBT+ está concorrendo a cargos políticos este ano nos Estados Unidos. O relatório “Out For America”, lançado no dia 16 de julho, mostrou que o número de eleitos abertamente LGBT+ nos EUA mais que dobrou nos últimos quatro anos.

Atualmente, existem 843 pessoas LGBT+ em diferentes níveis do governo dos EUA. Em 2016 haviam apenas 417, já este ano deverão concorrer pelo menos 850 candidatos LGBT+.

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A presidente do “LGBTQ Victory Institute”, Annise Parker, alertou para a sub-representação da população queer em todos os cargos do governo. A população LGBT+ norte americana representa 4,5% da população adulta do país. Entretanto, ocupam apenas 0,17% dos mais de 510 mil cargos existentes. Segundo o relatório, para se obter uma representação mais justa, 22.544 pessoas LGBT+ teriam que ser eleitas para cargos públicos.

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Parker ainda acrescentou: “Sabemos que, quando as pessoas LGBTQ estão no cargo eleito e nas salas de poder, elas mudam os corações e as mentes de seus colegas e isso leva a uma legislação mais abrangente”.

Ruben Gonzales, vice-presidente da organização, disse: “No ano passado, os funcionários LGBT eleitos estiveram na linha de frente e lideraram esforços para acabar com o racismo, bloqueando projetos de lei contra à comunidade trans e aprovando legislações que promovem a igualdade para a nossa comunidade. Os aliados são importantes, mas a representação LGBTQ nos corredores do poder é fundamental para o sucesso do nosso movimento.”

Kathy Kozachenko, a primeira pessoa abertamente LGBT eleita para um cargo político nos EUA em 1974, pediu que mais pessoas LGBT+ se candidatassem a um cargo público.

“Precisamos que você concorra a um cargo e seja o próximo a fazer história. Vimos que não podemos ser complacentes, que precisamos de ainda mais candidatos LGBTQ para concorrer. Candidatos LGBTQ de todas as esferas da vida, com diversas origens, com diversas perspectivas”, afirmou Kozachenko.

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“Precisamos de mais candidatos LGBTQ não-brancos, mais candidatos trans, mais candidatas mulheres, mais candidatos imigrantes LGBTQ, mais candidatos intersex, mais candidatos LGBTQ com ideias ousadas que continuarão impulsionando nosso movimento.”