O congressista republicano LGBTfóbico, Andy Biggs, se gabou de votar contra o projeto de lei bipartidário de combate e prevenção ao coronavírus, porque oferece benefícios as famílias LGBTI+.

O projeto, que inclui apoio fiscal às famílias e à economia devido ao coronavírus, foi aprovado em uma votação inicial na Câmara dos Deputados dos EUA no sábado por 363-40.

Todos os 40 que votaram contra o projeto eram republicanos, que se opunham a algumas das medidas.

Mas o parlamentar do Arizona, Andy Biggs, tinha uma razão particularmente disfarçada para fazê-lo. Ele tem vínculos com o Conselho de Pesquisa da Família anti-LGBT+ e disse que se recusou a apoiar o projeto porque “redefiniria o que é família”.

Biggs afirma que “eles redefiniram a família pela primeira vez em um governo federal, uma lei federal, para incluir relacionamentos homossexuais. O problema disso é que é realmente difícil definir um relacionamento comprometido e é realmente difícil definir algo relacionado a isso. Eles tentaram, eles colocaram na minha opinião uma definição amorfa, e depois expandem isso”.

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As medidas familiares no projeto incluem referências a “relacionamentos homoafetivos”, com crianças elegíveis para atendimento que incluem “filho biológico, adotivo ou adotado, um enteado, filho de um parceiro” – o que inclui filhos de parceiros do mesmo sexo.

No entanto, como o The Intercept aponta, essa titulação de família não é novidade – e está incluída nos projetos federais de licença médica desde 2015.

Não é a primeira vez que o legislador realiza discursos discriminatórios a população LGBT+. Em 2015, descreveu o casamento entre pessoas do mesmo sexo como “uma afronta aos milhões de americanos que acreditam que casamento é entre um homem e uma mulher”.

Biggs trabalhou anteriormente em um grupo de ódio a LGBT+ e descreveu os direitos dos LGBT+ como uma “segunda guerra civil”.

Além disso, faz parte de grupos que confunde homossexualidade com pedofilia e insiste que é “mais compassivo desencorajar a homossexualidade do que tolerá-la”.