Em mais uma demonstração de sua insanidade e total inaptidão para o cargo que ocupa como Ministra dos Direitos Humanos do governo Bolsonaro (um governo que dizia na eleição que o critério de escolha de seus ministros seria estritamente técnico), a pastora Damares Alves fez mais uma afirmação absurda, para não dizer criminosa.

Em um vídeo de uma de suas palestras, que já viralizou na Internet, ela acusa a comunidade LGBT (o “movimento gay” como ela diz erroneamente) de ter ligações com uma aldeia chamada Tucuxi que, segundo ela, distribuiu cartilhas de sexo para crianças de 10 anos. Junto dessa cartilha, ainda vem um espelhinho para incentivar crianças a se masturbarem.

Achou absurdo? Pois não é tudo. Em seguida Damares afirma ter recebido a carta de um pai que se queixava da lição de casa recebida por sua filha de doze anos na escola. A tarefa proposta pela professora seria ter que beijar três meninos e três meninas no final de semana tendo depois que relatar sua experiência.

E o show de horror (e mentiras) não para por aí. Na terceira parte do vídeo Damares parte novamente para mais um ataque gratuito, completamente ensandecido e mentiroso direcionado ao movimento LGBT ao afirmar:

“Estou acompanhando um caso com ligação com o movimento gay!! Em Brasília, um menino de três anos estava chupando o pipi do coleguinha no banheiro da escola. A professora foi reclamar para a diretora que a pediu para deixar por isso mesmo senão seriam chamadas de homofóbicas!”, disse ela em seus delírios (ou invenções por maldade mesmo?).


Assista também:


Em qual escola de Brasília teria acontecido isso? Quando? Pra acusações tão graves serem feitas, Damares deve, no mínimo, ter provas, não é mesmo? Ou estaria cometendo um crime ao associar uma parcela já tão discriminada da população a crimes como a pedofilia.

Não acredita? Assista no vídeo abaixo:

As falas acusatórias de Damares, completamente aleatórias e sem qualquer prova de crimes tão hediondos sendo ligados a uma parcela específica da população brasileira, passam do limite do que seria “simplesmente” retrógrado, preconceituoso, religioso, conservador ou mesmo fundamentalista. São crimes.

Se trata de uma afronta ao movimento LGBT, uma violência com pessoas que lutam por igualdade e dignidade e estão sendo atacadas em sua honra com acusações de abuso e pedofilia.

Não é possível que Damares não esteja internada em um hospital psiquiátrico com camisa de força, que dirá assumindo um Ministério dos Direitos Humanos do Brasil!

Não é possível que o Ministério Público, alguma defensoria pública ou mesmo o próprio governo Bolsonaro achem aceitável a existência desta senhora no cargo em que ocupa. Era pra estar presa por tudo que já disse até hoje já em outras ocasiões, fora inventar formação que nunca teve, atribuindo seus supostos títulos, quando perguntada em qual instituição obteve, à Deus. Aliás, isso realmente é crime e o nome é falsidade ideológica.

Apenas um dos crimes… Porque só nestes três vídeos compilados acima, existe outro: Damares pode ser processada por dano moral coletivo aos LGBTs que se sentirem ofendidos com suas acusações que só incentivam mais discriminação, desinformação e preconceito.

Uma senhora completamente descompensada ferindo a moral e a dignidade de uma parcela da população sem qualquer responsabilidade e verdade ocupando um espaço de poder logo dos Direitos Humanos e colocando vidas em jogo com isso.

Onde vamos parar? Esta doente e precisa ser interditada!

Criador Põe na Roda, canal do youtube de humor e informação LGBT desde 2014, com mais de 100 milhões de visualizações e 800 mil inscritos. Autor do livro "Um Livro Pra Ser Entendido", que desmistifica questões do mundo gay e sobre ser LGBT para todos os públicos. Também foi roteirista de TV (Amor & Sexo, Adnight, CQC, Furo MTV) e colunista (Folha de S. Paulo).