Ao que parece, Jair Bolsonaro anda precisando se informar sobre o potencial que o turismo LGBT tem à favor da economia do Brasil. Afinal, de acordo com informação da revista Exame, na última quinta-feira (25), durante um café com jornalistas, ao falar sobre sua recusa em receber uma homenagem no Museu Americano de História Natural, em Nova York, o presidente teria dito que o país não pode ser conhecido como um lugar de “turismo gay”.

“Eu comecei a assumir essa pauta conservadora. Essa imagem de homofóbico ficou lá fora. O Brasil não pode ser um país do mundo gay, de turismo gay. Temos famílias”, teria dito ele, afirmando que suas posturas ultra-conservadoras não prejudicam à economia do Brasil.

Entretanto, em contrapartida, não é o que afirma um estudo realizado pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). De acordo com os dados do levantamento, publicado no ínico deste ano, o segmento LGBT é um dos nichos de maior potencial de faturamento econômico para o turismo no país.

Os dados mostram que, na América Latina, o Brasil é o país com maior crescimento de receitas com o turismo LGBT. Só de 2017, para este ano, o setor teria registrado um aumento de 11%. Alta que, inclusive, registrou maior porcentagem se comparada ao turismo em geral, que subiu apenas 3,5%.

Traduzindo esses números em “pink money”, segundo um relatório divulgado recentemente pela consultoria Out Now, o turismo LGBT movimenta anualmente em todo mundo, cerca de US$ 218 bilhões (o equivalente a R$ 856,72 bilhões na cotação atual).  

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Ou seja, é melhor o presidente “já ir se informando”.

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Criador Põe na Roda, canal do youtube de humor e informação LGBT desde 2014, com mais de 100 milhões de visualizações e 800 mil inscritos. Autor do livro "Um Livro Pra Ser Entendido", que desmistifica questões do mundo gay e sobre ser LGBT para todos os públicos. Também foi roteirista de TV (Amor & Sexo, Adnight, CQC, Furo MTV) e colunista (Folha de S. Paulo).