Que o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, sempre usa de homofobia pra chamar atenção e se conectar com o eleitorado conservador, isso não é novidade. Já há mais de 30 anos a ladainha se repete desde os tempos (bons tempos!) em que o atual mandatário da nação era apenas um convidado constante do programa Superpop, de Luciana Gimenez.

Nesta terça (10) o presidente (sic) afirmou que o Brasil precisa deixar de ser um “país de maricas”. A declaração foi feita enquanto Bolsonaro falava sobre a Covid-19, doença que já matou mais de 162 mil brasileiros.

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Bolsonaro diz ainda que “tudo agora é pandemia” e que “tem que acabar esse negócio”. Em mais um descaso com as mais de 160 mil mortes por coronavírus, ele disse lamentar os mortos, mas ressaltou que “todos nós vamos morrer um dia”: “Tudo agora é pandemia, tem que acabar com esse negócio. Lamento os mortos, lamento. Todos nós vamos morrer um dia, aqui todo mundo vai morrer. Não adianta fugir disso, fugir da realidade. Tem que deixar de ser um país de maricas”.

Bolsonaro: usando homofobia para aparecer há mais de 30 anos. (Foto: Reprodução / Rede TV!)
Bolsonaro: usando homofobia para aparecer há mais de 30 anos. (Foto: Reprodução / Rede TV!)

Em outro momento completamente desnecessário do discurso, visivelmente abalado (será a derrota do ídolo Trump?) Bolsonaro se queixou de sua vida como presidente: “Minha vida é uma desgraça, é problema o tempo todo! Não tenho paz pra absolutamente nada!”.

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E completou: “Pessoal, temos que buscar mudanças, não teremos outra oportunidade. Vem a turminha falar ‘queremos um centro’, nem ódio pra lá nem ódio pra cá. Ódio é coisa de marica, pô. Meu tempo de bullying na escola era porrada”.

No mesmo discurso noticiado pelo G1, Bolsonaro pela primeira vez falou sobre o presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, a quem chamou de “candidato” e fez ameaça de entrar em guerra com a maior potência mundial: “Assistimos há pouco aí um grande candidato a chefia de Estado dizer que, se eu não apagar o fogo da Amazônia, ele levanta barreiras comerciais contra o Brasil. E como é que podemos fazer frente a tudo isso? Apenas a diplomacia não dá, não é, Ernesto? Quando acaba a saliva, tem que ter pólvora, senão, não funciona.”