Em publicação nas redes sociais, o presidente Jair Bolsonaro anunciou a saída de mais um ministro do governo. Regina Duarte vai deixar a secretaria de Cultura e assume a Cinemateca Brasileira, em São Paulo.

“Regina Duarte relatou que sente falta de sua família, mas para que ela possa continuar contribuindo com o Governo e a Cultura Brasileira assumirá, em alguns dias, a Cinemateca em SP. Nos próximos dias, durante a transição, será mostrado o trabalho já realizado nos últimos 60 dias”, afirmou o presidente no vídeo.

Na gravação, a atriz diz ter ido até a residência oficial do presidente perguntar se estaria sendo “fritada”. “Regina, toda a semana tem um ou dois ministros que, segundo a mídia, estão sendo fritados. Objetivo é desestabilizar a gente e tentar jogar o governo no chão. Não vão conseguir. Jamais ia fritar você”, responde Bolsonaro no vídeo.

Regina Duarte assumiu a pasta cultural em março com o objetivo de “pacificar” o embate entre a classe artística e a indústria da cultura com o governo federal. A Cinemateca Brasileira, em que a ex-ministra vai atuar,  é a instituição responsável pela preservação da produção audiovisual brasileira e é vinculada à Secretaria da Cultura.

VÍDEO NOVO DO PÕE NA RODA:

Enquanto estava no cargo, Regina Duarte gerou diversas polêmicas, como quando afirmou que cultura é para quem elegeu o governo, que não vê problema ao afirmar “lugar de negro é na cozinha” e, a mais recente, quando minimizou e zombou dos mortos pela ditadura militar no Brasil.

Com a saída, Regina Duarte se junta ao time de ex-ministros do 1° escalão do governo bolsonaro, que incluíam nove nomes antes da desistência de Duarte, como  Sérgio Moro (Justiça e Segurança Pública), Henrique Mandetta (Saúde), Nelson Teich (Saúde) e Ricardo Veléz (Educação).