O candidato democrata à presidência dos Estados Unidos, Joe Biden, prometeu aprovar a chamada “Lei da Igualdade” durante seus primeiros 100 dias de presidência, caso é claro, ganhe as eleições norte-americanas.

A lei em questão – comumente referida como Lei da Igualdade – visa proibir a discriminação com base no sexo, identidade de gênero e orientação sexual em todo o país. O tema vem sendo discutido no governo Trump de maneira oposta: conservadores pedem na Suprema Corte dos Estados Unidos pelo direito de ‘não contratarem’ LGBTs em suas empresas com base em uma suposta ‘liberdade religiosa’ a qual teriam direito. Sim, religiosos conservadores lutando pelo direito de discriminar!

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Biden já há muito é um defensor dos direitos LGBTQ+. Sob a administração Obama, quando era vice do então presidente, o democrata sempre falou a favor da comunidade LGBT, segundo informou o Gay Times.

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Desde então, ele ajudou a revogar a política “Don’t ask, don’t tell” que datava do governo Clinton e teve impacto sobre a liberdade de militares LGBTs nas forças armadas do país. Biden também apoiou o casamento igualitário em 2012, que acabou sendo aprovado pela Suprema Corte do país em 2015.

Joe Biden no LGBTQ Presidential Forum (Foto: Daniel Acker / The New York Times)
Joe Biden no LGBTQ Presidential Forum (Foto: Daniel Acker / The New York Times)

Agora que o casamento igualitário foi aprovado, uma vitória indiscutivelmente simbólica na trajetória dos direitos LGBTQ, acredita-se que Biden se concentrará nestas questões em proteger da discriminação a comunidade LGBT com políticas de base fundamentais anti-discriminação.

Durante discurso no ano passado, o candidato democrata à presidência chegou a dizer: “Ninguém deve ser demitido, ter uma casa negada ou acesso a serviços por ser quem é ou por quem ama”.

As pessoas LGBTQ+ continuam a enfrentar discriminação em vários aspectos de suas vidas, incluindo emprego, moradia, serviço militar e começar uma família. E essas questões – que vinham sendo resolvidas na era Obama – só aumentaram sob a administração Trump.

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Além do aumento nos assassinatos por transfobia, o Partido Republicano impediu direitos trans ao proibir que indivíduos transgêneros de servirem nas forças armadas do país ou permitir que tenham acesso a abrigos para sem-teto, já que aqueles que são financiados pelo governo federal retêm o direito de rejeitar as pessoas transexuais necessitadas.

Na página da proposta de Biden, o candidato presidencial promete uma mudança radical neste sentido. Algumas dessas promessas inovadoras incluem uma maior integração das pessoas LGBTQ+ dentro das agências federais para garantir maior representação e diversidade em todos os setores.

O democrata também visa apoiar pessoas transgênero e não binárias na força de trabalho para garantir o combate à discriminação. Esta política de discriminação e preconceito se estende à proibição militar transgênero de Trump; o democrata está tentando reverter essa decisão. Paralelamente a isso, Biden prometeu enfrentar a política que permite aos abrigos financiados pelo governo federal recusarem pessoas trans.

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O candidato à presidência também está trabalhando para desfazer o estigma imposto à comunidade LGBTQ+ e para abrir o acesso aos recursos. Esta promessa iria reverter as políticas do Departamento de Defesas que discriminam injustamente aqueles que vivem com HIV e a política de Trump e seu vice, o assumidamente homofóbico Mike Pence.

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Criador Põe na Roda, canal do youtube de humor e informação LGBT desde 2014, com mais de 150 milhões de visualizações e 1 milhão de inscritos. Autor do livro "Um Livro Pra Ser Entendido", que desmistifica questões do mundo gay e sobre ser LGBT para todos os públicos. Também foi roteirista de TV (Amor & Sexo, Adnight, CQC, Furo MTV) e colunista (Folha de S. Paulo).