O senador de Vermont, Bernie Sanders, anunciou na manhã desta quarta-feira (8) que está desistindo da corrida presidencial. A saída significa que o ex-vice-presidente, Joe Biden, é quem vai ser o responsável por tentar impedir um segundo mandado de Donald Trump.

Sanders concorreu a presidente pela primeira vez em 2015, contra Hilary Clinton. Aos 78 anos, um senador independente e autodeclarado socialista, o ex-presidenciável reuniu multidões, principalmente de jovens, com a promessa de uma “revolução política”. Perdeu para Clinton naquela época, mas voltou em 2020 com um novo fôlego, sendo a preferência de 75% do eleitorado de 18 a 34 anos, segundo pesquisa da Quinnipiac University, e preferito também entre os LGBT+.

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Apesar do apoio, não conseguiu empolgar grupos de eleitores importantes, como os mais centristas e afro-americanos, e acabou, durante as primárias, perdendo em locais estratégicos e essenciais, como a Carolina do Sul.

Mas o que Joe Biden tem a oferecer aos LGBT+? De acordo com o PinkNews, durante a campanha, o candidato prometeu reverter as políticas discriminatórias promovidas pelo governo Trump. Afirmou também que vai enviar ao legislativo a Lei da Igualdade, que proíbe a discriminação LGBT+ em todos os estados do EUA, nos primeiros 100 dias de governo.

Biden prometeu aumentar o reconhecimento de gênero para que “toda pessoa trans ou não-binária” possa ter a opção de mudar seu marcador de gênero nas identificações governamentais. Ele ainda disse que vai reforçar a aplicação das leis de crimes de ódio e “direcionar recursos federais para ajudar a prevenir a violência contra mulheres transgêneros, especialmente as de cor”.

Além dessas, uma das principais promessas de campanha foi trabalhar para proibir as terapias de conversão sexual, conhecidas como “cura gay”, nos EUA.