Após o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), sancionar a lei que inclui a Parada LGBT+ no calendário oficial da capital, a bancada evangélica da Câmara Legislativa do Distrito Federal quer a revogação da medida.

O projeto de lei, de autoria do deputado Chico Vigilante (PT), foi aprovado na terça-feira (14). Um dia depois, na quarta-feira (15), os deputados Rodrigo Delmasso (Republicanos), Iolando Almeida (PSC), Martins Machado (Republicanos), Rafael Prudente (MDB) e Valdelino Barcelos (PP) entraram com o pedido de revogação.

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Chico Vigilante (PT) aponta que “todos eles estavam em plenário e não questionaram a matéria. É estranho que eles façam isso agora. Assim como tem o dia do evangélico, este é um dia de combate à homofobia”.

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De acordo com o presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Legislativa (CDH), Fábio Felix (PSOL), a proposta da bancada evangélica não pode ser votada ou sequer apresentada, já que ele “expressa a intolerância e o ódio contra a população LGBT”.

O diretor da Aliança Nacional LGBT, Michel Platini, observa que “a bancada evangélica mais uma vez destila o seu ódio contra a população LGBT e apresenta projeto para revogar a Lei que inclui Parada do Orgulho LGBTS de Brasília no calendário oficial de eventos do DF. Não vão nos calar”.

Na justificativa apresentada, os políticos afirmam: “a parada fere os princípios basilares da fé, especialmente os consagrados pelo cristianismo, uma vez que durante esses festivais utilizam os símbolos religiosos de forma escandalosa e indecorosa, afrontando os pilares cristãos”.

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O deputado Rodrigo Delmasso (Republicanos) afirma que “a frente não é e nunca foi homofóbica. Só achamos que incluir no calendário do DF um evento que propaga a pornografia e afronta a família tradicional não é o que a maioria das pessoas do DF querem. Se o evento fosse somente de cunho cultural, sem problemas. Mas sabemos que não é”.